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Gastos com pessoal e custeio voltam a pressionar contas públicas de MS

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Gastos com pessoal e custeio voltam a pressionar contas públicas de MS

Sob pressão de despesas correntes, as contas públicas de Mato Grosso do Sul voltaram a apresentar sinais de alerta no quarto bimestre de 2026, de julho a agosto, segundo o Tesouro Nacional no Relatório Resumido de Execução Orçamentária em Foco dos Estados + DF, divulgado nesta segunda-feira (26).

O indicador que mede a capacidade de poupança do Estado, ou seja, a sobra após o pagamento das despesas correntes e que pode contribuir para financiar investimentos, ficou em 7,1% da RCL (receita corrente líquida).

Esse é o segundo pior resultado entre as 27 unidades da Federação.

Nesse indicador, Mato Grosso do Sul ficou à frente apenas de Tocantins, cuja capacidade de poupança foi de 6,7%.

Entre os estados com melhores resultados estão Espírito Santo, com 29,3%, e Amapá, com 27,1%, conforme gráfico abaixo.

A baixa capacidade de poupança corrente do Estado ocorre em um cenário de forte comprometimento das receitas com despesas de pessoal e custeio.

Segundo os dados do Tesouro Nacional, essas categorias concentram grande parte dos gastos estaduais e reduzem a margem disponível para investimentos com recursos próprios.

As despesas com pessoal consumiram 60% da receita total, colocando Mato Grosso do Sul na terceira pior posição do ranking nacional.

Rio Grande do Norte e Paraíba registraram os piores resultados, respectivamente.

Piauí, Espírito Santo e Maranhão apresentaram os melhores desempenhos nesse indicador.

Já as despesas de custeio representaram 26% da receita total.

O quadro aponta uma margem limitada para financiar obras e infraestrutura com recursos próprios, o que pode ampliar a necessidade de transferências federais ou de contratação de empréstimos.

Os investimentos com recursos próprios corresponderam a 10% da receita bruta, enquanto 3% foram destinados ao serviço da dívida pública, que inclui o pagamento de juros e outras obrigações do endividamento estadual.

Gastos setoriais - Os dados também evidenciam a pressão da Previdência sobre as contas estaduais.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.campograndenews.com.br — o conteúdo pertence a Campo Grande News.

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