‘Não existe cavalo de pau na economia’, diz Durigan sobre eventual Lula 4
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, porta-voz da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT-SP) à reeleição, negou que, em um eventual quarto mandato, a política econômica sofrerá uma guinada brusca.
“Não existe cavalo de pau”, afirmou Durigan, durante entrevista à emissora CNN.
“Desde 2024, as contas estão equilibradas.” Segundo o ministro, isso não significa que o trabalho na área fiscal esteja concluído, mas que a melhora ocorrerá gradualmente a partir do ano que vem.
Para se justificar, Durigan relembrou a trajetória fiscal dos últimos anos, a começar pelo déficit de 200 bilhões de reais que o governo Temer deixou para o governo de Jair Bolsonaro.
Segundo o ministro, o antecessor de Lula aumentou os gastos e entregou um déficit de 180 bilhões, quando se consideram gastos que não foram contabilizados no orçamento, como a suspensão do pagamento dos precatórios.
“Não houve nenhuma correção de rumo no governo Bolsonaro.” À CNN, Durigan atribuiu o aumento da dívida pública no terceiro mandato de Lula à elevada taxa de juro.
Como se sabe, nesse período, a dívida saltou de 72% para 83% do produto interno bruto.
“É importante desfazer esse clima de que gastamos além da conta”, afirmou.
Como prova, o chefe da Fazenda citou que, no ano passado, o governo bloqueou 20 bilhões de reais do orçamento para cumprir a meta fiscal.
Neste ano, mais 16 bilhões estão contingenciados, além de um corte linear de 10% nos benefícios fiscais concedidos a alguns setores.
“Quem arrumou as contas foi o governo Lula”, disse.
Sobre a desconfiança dos investidores em relação ao compromisso de Lula de cortar gastos e cumprir as metas fiscais, Durigan afirma que o governo entregou um orçamento com a previsão de superávit fiscal em 2027 com o compromisso de cumprir o centro da meta e de gerar superávits crescentes nos anos seguintes.
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