‘Modelos devem ser lançados apenas quando forem seguros’, diz Amazon sobre movimento de ‘freio’ às IAs
A Amazon se manifestou sobre o movimento recente no Vale do Silício que pede por um “freio” no desenvolvimento da Inteligência Artificial (IA).
À agência de notícias Reuters , um porta-voz da empresa afirmou que a Amazon acredita que os modelos devem ser lançados, mas apenas quando estão prontos e “seguros para se usar”.
“Nós não enxergamos isso como uma escolha entre o progresso e a segurança”, afirmou o porta-voz.
Para a empresa, existem grandes riscos para a tecnologia se seu desenvolvimento “não acontecer de forma coletiva”, disseram.
“Acreditamos que como indústria, em parceria com o governo, vamos conseguir alcançar as medidas de segurança necessárias”.
A empresa desenvolve modelos de IA através de sua subsidiária, a Amazon Web Services, e conta ainda com uma unidade específica voltada para o desenvolvimento da Inteligência Artificial Geral (AGI), modelo teórico de IA previsto por especialistas que deve alcançar as mesmas capacidades da mente humana.
Movimento no Vale do Silício Continua após a publicidade Na última semana, executivos de grandes empresas de IA, como a Anthropic, OpenAI e Google DeepMind vieram a público pedir por um “freio” no desenvolvimento da inteligência artificial, tecnologia que tem evoluído com frequência e alcançado novas habilidades em áreas como cibersegurança, análises, biologia e geração de conteúdo.
CEOs das empresas, como Dario Amodei (Anthropic), Sam Altman (OpenAI), Demis Hassabis (Google DeepMind) e Elon Musk (SpaceX e xAI) vieram a público pedir pela interrupção do desenvolvimento da tecnologia.
Os pedidos vieram após um ex-funcionário da Anthropic e OpenAI, o pesquisador Jacob Coxon, vir a público através de seu X (antigo Twitter), espaço em que acusou as duas empresas de ignorar alertas de seus funcionários e especialistas da área com relação às habilidades da IA, e de efetivamente buscarem o “fim da humanidade”.
Continua após a publicidade Após as postagens, outros funcionários da Anthropic e de outras empresas, como o Google DeepMind, também vieram a público e concordaram com as opiniões de Coxon.
O movimento vem após meses de anúncios em que as big techs responsáveis pelas IAs começaram a divulgar casos em que suas tecnologias escaparam de ambientes de testes e invadiram sistemas e sites na internet.
Continua após a publicidade A Anthropic, OpenAI, Microsoft, DeepMind e xAI concordaram nesta semana em promover novas medidas, voltadas à organizar os lançamentos e ferramentas de segurança para modelos de IA de fronteira — termo usado para determinar os agentes considerados super poderosos.
A Amazon não declarou se pretende se aliar aos outros.
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.