Ibama testa de novo a paciência de Lula na Foz do Amazonas
A demora do Ibama em autorizar novos poços da Petrobras na Foz do Amazonas abriu mais uma rodada de frustração do presidente Lula com o órgão ambiental.
Segundo apurou o Radar Econômico , o presidente esperava que sua passagem pelo Amapá, nesta semana, coincidisse com um novo avanço no licenciamento da região.
Não aconteceu.
Lula visitou a operação da Petrobras, celebrou os indícios de petróleo encontrados na Margem Equatorial e reforçou publicamente a importância econômica da exploração, mas o aval para três novas perfurações não saiu.
A irritação não é nova.
Lula vem demonstrando há tempos impaciência com o ritmo do Ibama no processo.
Em 2025, chegou a reclamar publicamente do “lenga-lenga” em torno do licenciamento e afirmou que o instituto não poderia parecer um órgão “contra o governo”.
A autorização do primeiro poço reduziu temporariamente a temperatura da disputa, mas não eliminou o conflito.
Agora, com a Petrobras querendo avançar para novos alvos exploratórios, o Planalto volta a esbarrar no ritmo das análises ambientais.
Continua após a publicidade A estatal já apresentou ao Ibama respostas às exigências técnicas feitas para liberar três novas perfurações.
Mesmo assim, o órgão, hoje comandado por Jair Schmitt, ainda não deu a anuência.
No governo, a leitura é que a descoberta reforçou a urgência de avançar com a campanha exploratória.
Para Lula, porém, o capítulo mais recente apenas reabriu uma discussão que ele imaginava estar superada.
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.