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Economia

Wall Street e Bolsas caem com perdas de ações de tecnologia e petróleo caro

UOL Economia ·
Wall Street e Bolsas caem com perdas de ações de tecnologia e petróleo caro

O petróleo abriu a semana em alta diante do impasse nas negociações para a reabertura da navegação no Estreito de Ormuz e do aumento dos riscos para o abastecimento global da commodity. A escalada das tensões no Oriente Médio amplia a aversão ao risco nos mercados, pressionando as Bolsas ao redor do mundo.

Sob receio de fornecimento menor, petróleo abre semana em alta. O contrato futuro do barril do tipo Brent avançava 2,8% e era negociado a US$ 107,57 às 6h30 (de Brasília). O movimento interrompe a queda registrada na sexta-feira, quando investidores realizaram lucros após a forte disparada acumulada ao longo da semana passada em meio aos receios sobre a oferta global de petróleo.

Agentes econômicos buscam assegurar contratos de barril em meio ao gargalo no transporte marítimo no Golfo Pérsico. O fechamento do Estreito de Hormuz já havia provocado fortes interrupções no fluxo de petróleo da região, e o mercado acompanha sem sucesso os esforços diplomáticos para reduzir as tensões e viabilizar a retomada da navegação.

Risco de desabastecimento cresce, segundo analistas. O quadro se agravou após os danos causados ao principal oleoduto da Arábia Saudita em direção ao Mar Vermelho. Compradores e operadores do setor avaliam que, caso a infraestrutura não volte a operar nos próximos dias, poderá haver perda de até 4% do abastecimento global de petróleo, elevando ainda mais a pressão sobre os preços da energia.

Mercado teme deterioração adicional do abastecimento mundial. O oleoduto saudita vinha sendo utilizado justamente para contornar as restrições em Hormuz, escoando cerca de 4 milhões de barris por dia para o porto de Yanbu, no Mar Vermelho. Sua paralisação amplia os receios de escassez da commodity.

Índices futuros das Bolsas americanas abrem semana em queda. Em Wall Street, os índices futuros operam em baixa nesta segunda-feira, refletindo o avanço do petróleo e a busca dos investidores por ativos considerados mais seguros diante das incertezas no Oriente Médio. Por volta das 6h30 (horário de Brasília), o Dow Jones futuro caia 0,27%, o S&P 500 cedia 0,78% e o Nasdaq futuro recuava 1,82%.

Wall Street fechou semana passada no azul. O pregão da sexta-feira foi marcado por realização de lucros e cautela em relação ao cenário inflacionário e às perspectivas para a política monetária dos Estados Unidos. O índice Dow Jones recuou 0,60%, para 52.064,10 pontos, enquanto o S&P 500 caiu 0,58%, aos 7.591,70 pontos. Já o Nasdaq encerrou o dia com baixa de 0,65%, aos 26.081,72 pontos.

Além da questão geopolítica, os mercados acompanham nesta semana a reunião de política monetária do Federal Reserve. A expectativa em torno da decisão de juros do banco central dos Estados Unidos contribui para manter a cautela entre os investidores globais.

Banco Central americano reúne nesta semana a diretoria para decidir a taxa básica de juros no país. O Fed (Federal Reserve) manteve a taxa na faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano nos últimos cinco encontros, mas seus diretores sinalizaram preocupações com a inflação .

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