Secretário da Asean vê margem para Brasil ser incluído em rol de parceiros
O secretário-geral da Asean (Associação de Nações do Sudeste Asiático), Dr.
Kao Kim Hourn , visita o Brasil nesta semana, se encontrou com ministros de Estado e afirmou que vê margem para que o bloco inclua o país sul-americano em seu rol de parceiros com mais alto nível de cooperação.
Segundo o secretário-geral, a Asean avalia incluir o Brasil entre seus “parceiros de diálogo”.
Hoje, dez países e a União Europeia contam com este status, que permite engajar em discussões sobre cooperação e até acordos comerciais com a Asean.
Em declaração conjunta no Itamaraty nesta terça-feira (18), o chanceler Mauro Vieira afirmou que o Brasil aspira ingressar neste rol e “aprofundar a relação” com o bloco.
Na sequência, Kao Kim Hourn disse esperar que a avaliação sobre a possibilidade termine “em breve”.
Leia Mais Recuperação judicial da Casas Bahia preocupa investidores de renda fixa Bolsas da Europa fecham em queda puxadas por baixa nas ações tech Fazenda suspende 14 sites de apostas por risco a apostadores e ao mercado “Reitero que deliberamos sobre a possibilidade de o Brasil ser um parceiro de diálogo.
E esperamos que isso possa ser concluído em breve.
A Asean vai continuar a contribuir para o desenvolvimento da relação, e o Brasil seguirá como um parceiro sólido”, disse.
Vieira destacou na declaração que a aproximação com o bloco está incluída na estratégia brasileira de diversificar seus parceiros comerciais.
O Brasil intensificou essa busca após o tarifaço dos Estados Unidos.
Países da Asean também estão entre os principais alvos das taxas de Donald Trump.
O ministro das Relações Exteriores disse que, no ritmo atual, a Asean ultrapassará Estados Unidos e União Europeia entre os principais parceiros comerciais do Brasil nos próximos anos.
Em 2025, as trocas entre o Brasil e os onze países da Associação somaram US$38,4bilhões .
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