Leilão de estoque da Casas Bahia acende alerta para quem busca produtos mais baratos
Um leilão para liquidação de produtos de estoque da Casas Bahia, que pediu recuperação judicial, realizado nesta terça-feira (25), incluindo itens como notebooks, smartphones, refrigeradores, lavadoras e fogões, chama atenção para a busca do consumidor por preços mais baixos nas compras on-line.
Especialistas, porém, afirmam que é preciso atenção para não cair em golpes.
A procura por ofertas ocorre em um cenário de expansão das compras em plataformas internacionais: 81,2 milhões de brasileiros compraram ao menos um produto vindo do exterior nos últimos 12 meses, segundo levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil.
Entre as plataformas digitais que comercializam produtos vindos de fora do país, Shopee (73%) e Shein (50%) lideram a preferência dos brasileiros na hora de importar.
Em seguida aparecem Amazon (44%) e Mercado Livre (44%).
Completam o ranking AliExpress (25%) e Temu (15%).
Diante da variedade de ofertas disponíveis em plataformas de e-commerce, especialistas em direito do consumidor recomendam atenção antes de concluir uma compra, seja em um leilão ou em uma plataforma estrangeira.
Para Janderson Teles, advogado do consumidor, um dos primeiros passos é verificar a idoneidade e a confiabilidade do site, da empresa e dos responsáveis pelo leilão: — É preciso ter muito cuidado com sites que oferecem veículos ou outros produtos por valores muito abaixo do mercado e exigem pagamento imediato, principalmente por PIX para contas de terceiros.
Leia mais: Casas Bahia em recuperação judicial: o que muda para os consumidores? O varejo quebrou? O que está por trás das RJs de Casas Bahia e Marabraz Casas Bahia é só a ponta do iceberg: 986 varejistas estão em recuperação A especialista em Direito do Consumidor e relações bancárias Débora Farias acrescenta que a aparência profissional de uma página não é suficiente para atestar sua confiabilidade.
Segundo ela, é preciso também verificar a situação do leiloeiro e os canais pelos quais a oferta foi divulgada. — Antes de dar qualquer lance, é importante pesquisar quem é o leiloeiro, verificar se ele está regularmente registrado na Junta Comercial.
O ideal é procurar o leiloeiro pelos canais oficiais, fazer uma ligação certificando-se da idoneidade e não simplesmente clicar em um anúncio que apareceu no Google, Instagram, Facebook ou chegou pelo WhatsApp.
Nas compras internacionais, a atenção não deve ficar restrita ao preço anunciado.
O consumidor também precisa verificar o frete e os tributos que podem incidir sobre a importação, como o Imposto de Importação e o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), conforme o caso.
Teles explica que um produto anunciado por R$ 500 em um site estrangeiro não necessariamente terá esse valor como custo final.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.