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Pegadas descobertas em SC sugerem maior mamífero da era dos dinossauros

UOL Notícias ·
Pegadas descobertas em SC sugerem maior mamífero da era dos dinossauros

Cientistas identificaram rastros fósseis de um mamífero surpreendentemente grande na Formação Botucatu, uma unidade geológica do sul do Brasil que cobre partes de São Paulo, Paraná e Santa Catarina.

As marcas, encontradas em uma pedreira perto de Turvo (SC) e com cerca de 130 milhões de anos, sugerem um animal de até 1,55 metro de comprimento, o maior conhecido da era dos dinossauros.

Marcas deixadas pelos animais apontam para um tamanho jamais visto . As pegadas mais largas chegam a 11,4 cm de comprimento e 13,4 cm de largura, com passada de cerca de 40 cm. Essas proporções anatômicas e o espaçamento dos passos confirmam, segundo os especialistas, que pertencem a patas de mamíferos, e não de dinossauros.

Até então, a ciência acreditava que os mamíferos do Cretáceo não passavam do porte de pequenos felinos . A nova descoberta, porém, aponta para um animal do tamanho de um cão grande ou até de um puma, o maior mamífero conhecido da era dos dinossauros.

Cientistas sugerem que a criatura ocupava uma posição mais elevada na cadeia alimentar do que se imaginava . Devido ao seu grande porte, acredita-se que era um onívoro robusto capaz de caçar dinossauros de pequeno porte ou filhotes da região.

Descobertas foram descritas em artigo publicado no dia 1º de agosto no Journal of South American Earth Sciences . O estudo foi liderado por pesquisadores da UEMG (Universidade do Estado de Minas Gerais), da UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte), da Uej (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), do UniSATC (Centro Universitário SATC) e da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos), sendo Pedro Victor Buck, da UEMG, o autor principal.

Pegadas foram encontradas em rochas da Formação Botucatu, que preserva um enorme deserto de dunas de mais de 130 milhões de anos . Na época, a região fazia parte do supercontinente Gondwana e incluía áreas que hoje estão no Brasil e na África.

Apesar da clareza das pegadas, a ausência de esqueletos desse animal ainda intriga os pesquisadores . Segundo o estudo, as condições do deserto favoreceram a preservação das pegadas, mas não dos esqueletos.

Este é, na verdade, um dos aspectos mais intrigantes da nossa descoberta. Atualmente, não se conhecem fósseis corporais de mamaliformes de rochas do Jurássico ou do Cretáceo Inferior no Brasil, e o registro esquelético de mamaliformes do Cretáceo Inferior em Gondwana como um todo é extremamente escasso. Isso torna as pegadas de Botucatu particularmente importantes: elas revelam animais que simplesmente estão ausentes do registro fóssil esquelético brasileiro Dr. Hermínio Ismael de Araújo-Júnior, pesquisador, em entrevista ao IFLScience

Classificação do animal ainda é provisória . A equipe atribuiu as marcas à família Chelichnopodidae, um grupo definido a partir de pegadas e pistas fósseis de mamíferos, mas preferiu não nomear uma espécie específica.

Ainda não se sabe por que esse mamífero cresceu tanto .

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.

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