Optogenética: Entenda a descoberta que levou o Nobel de Medicina
Nesta segunda-feira, dia 5 de outubro, quem levou o Prêmio Nobel de Fisiologia e Medicina para casa foi o trio de pesquisadores Karl Deisseroth (professor de bioengenharia e ciências comportamentais na Universidade de Stanford), Peter Hegemann (professor sênior de neurociência da Universidade Humboldt de Berlim) e Georg Nagel (professor de fisiologia molecular e biofísica na Universidade de Würzburg, na Alemanha).
O prêmio de 12 milhões de coroas suecas, o equivalente a R$ 6 milhões, deve ser dividido igualmente entre os três.
Eles criaram a optogenética, que promete revolucionar a neurociência.
O nome rebuscado se refere a uma nova técnica em que células nervosas podem ser estudadas por meio da luz.
Com ela, é possível ver, de forma inédita, como os neurônios moldam memórias, sentimentos e comportamento em um cérebro vivo.
Isso abre uma série de novas possibilidades de estudo. <span class="hidden">–</span> Niklas Elmehed/Nobel Prize Outreach/Reprodução Continua após a publicidade O começo desta história é a alga Chlamydomonas , um ser unicelular que possui um comportamento intrigante: nadar para se aproximar de uma fonte de luz.
Georg e Peter decidiram começar a estudar a alga na década de 1990 e encontraram nela a proteína canalrodopsina, até então desconhecida.
Ela é uma das responsáveis pelo movimento da alga.
Quando a proteína é iluminada, ela abre uma passagem que permite a entrada de íons, iniciando uma reação elétrica.
“Hegemann e Nagel perceberam que haviam feito uma descoberta revolucionária.
Eles testaram a introdução do gene da canalrodopsina em células renais embrionárias humanas e em células renais de hamsters.
As células tornaram-se fotossensíveis: quando expostas à luz, produziam um sinal elétrico”, escreve o prêmio Nobel.
Continua após a publicidade Com isso, Karl entrou para o projeto para realizar uma série de experimentos com a proteína e transformá-la em uma técnica de estudo do cérebro.
Ele introduziu o material genético da canalrodopsina em algumas células e percebeu que todas elas passavam a ser sensíveis à luz.
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