Justiça marca júri de um dos acusados de matar Gegê do Mangue e Paca do PCC
Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× A Justiça do Ceará marcou para os próximos dias 21 e 22 de outubro deste ano o primeiro júri de um dos acusados de matar Rogério Jeremias de Simone, o Gegê do Mangue, e Fabiano Alves de Souza, o Paca, dois líderes do PCC (Primeiro Comando da Capital), no dia 15 de fevereiro de 2018.
Tiago Lourenço de Sá Lima, um dos réus, será julgado em ao menos dois dias no Fórum Clovis Beviláqua, em Fortaleza. A advogada Mariza Almeida Ramos, mãe do piloto Felipe Ramos Morais, será uma das testemunhas.
Felipe foi quem transportou de helicóptero Gegê do Mangue e Paca de Fortaleza até a aldeia indígena de Aquiraz, na região metropolitana da capital cearense, onde eles foram assassinados. A dupla foi morta a tiros a mando, segundo as investigações, da liderança do PCC.
O piloto chegou a ser preso e foi solto após delação premiada. Felipe foi morto pela Polícia Militar de Goiás em fevereiro de 2023. Dois oficiais que participaram da ação foram denunciados à Justiça pelo homicídio e por fraude processual, suspeitos de alterar a cena do crime.
A Polícia Federal apurou que 10 pessoas participaram do assassinato da dupla da cúpula do PCC. Sete deles foram pronunciados (serão levados a júri) pelo duplo homicídio. São eles: Jefté Ferreira Santos, Maria Jussara da Conceição Ferreira Santos, André Luís da Costa Lopes, Erick Machado Santos, Carlenilto Pereira Maltas, Ronaldo Pereira Costa e Tiago Lourenço de Sá Lima.
O réu Wagner Ferreira da Silva, o Cabelo Duro, acusado de ter coordenado o plano de assassinato, morreu na guerra interna do PCC, justamente em represália aos assassinatos de Gegê do Mangue e Paca. Outro réu, Erick Machado Santos, o Nego Rick, da Baixada Santista, continua foragido.
O narcotraficante Gilberto Aparecido dos Santos, o Fuminho, apontado como sócio de Marco Willlians Hebas Camacho, o Marcola, líder máximo do PCC, foi acusado pelas autoridades de ser o mandante do duplo homicídio, mas acabou inocentado por falta de provas.
Segundo o Ministério Público, um bilhete localizado na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau (SP) nos dias seguintes às mortes no Ceará afirmava que Cabelo Duro havia coordenado as execuções de Gegê e Paca a mando de Fuminho.
Após as mortes de Gegê e Paca, o PCC iniciou uma guerra interna. Cabelo Duro foi executado uma semana depois, no bairro do Tatuapé, zona leste de São Paulo. Outros comparsas dele, como José Adinaldo Moura, o Nado, que se recusaram a revelar onde ele estava escondido, também foram mortos.
A reportagem não conseguiu contato com os advogados de Tiago Lourenço de Sá Lima e dois demais réus. O espaço segue aberto para manifestações. O texto será atualizado assim que houver um posicionamento dos defensores deles.
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