CBS e IBS: entenda os novos impostos da reforma tributária e o que muda em 2027
A reforma tributária brasileira está mudando a forma como o governo cobra impostos sobre produtos e serviços.
Entre as principais novidades estão a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) , dois tributos que vão substituir gradualmente impostos atualmente cobrados pela União, pelos estados e pelos municípios.
A implementação começou em 2026, com uma fase de testes, e terá uma nova etapa a partir de janeiro de 2027.
A mudança faz parte da reforma tributária aprovada pela Emenda Constitucional nº 132, de 2023, e regulamentada principalmente pela Lei Complementar nº 214, de 2025.
O objetivo é simplificar a tributação sobre o consumo, reduzir a cobrança de impostos em cascata e tornar mais transparente a composição dos tributos pagos nas operações comerciais.
O que são CBS e IBS? A CBS e o IBS formam, juntos, o chamado Imposto sobre Valor Agregado (IVA) dual.
O modelo divide a tributação sobre o consumo entre o governo federal e os governos estaduais e municipais.
A diferença entre os dois tributos está principalmente em quem administra a arrecadação.
CBS: Contribuição sobre Bens e Serviços A CBS é um tributo federal.
Ela substituirá o Programa de Integração Social (PIS/Pasep) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), que atualmente incidem sobre diferentes operações econômicas.
A partir de 2027, a CBS entrará na etapa de cobrança efetiva, com a extinção de PIS e Cofins.
A alíquota definitiva seguirá as regras de fixação previstas na legislação.
IBS: Imposto sobre Bens e Serviços O IBS será compartilhado entre estados e municípios.
Ele substituirá gradualmente o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), de competência estadual, e o Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS), de competência municipal.
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