Publicação de conteúdo capacitista contra Lula por representante ligada à APAE causa indignação
Publicação debocha da deficiência física do presidente, que perdeu um dedo da mão esquerda em um acidente de trabalho, e utiliza o apelido pejorativo “Nine” para ridicularizá-lo
Entre os absurdos desta eleição está a publicação, nas redes sociais, de conteúdo capacitista contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva por uma pessoa ligada à direita e à APAE de São Vicente Ferrer, em Minas Gerais.
A publicação debocha da deficiência física do presidente, que perdeu um dedo da mão esquerda em um acidente de trabalho, e utiliza o apelido pejorativo “Nine” para ridicularizá-lo. O texto também afirma que a guerra está apenas começando e acusa Lula de corrupção.
A atitude causa indignação e levanta uma questão incontornável: como alguém que atua em uma instituição dedicada à defesa dos direitos e à inclusão das pessoas com deficiência pode recorrer justamente ao capacitismo como instrumento de ataque político?
Divergências ideológicas e críticas a um presidente fazem parte da democracia. A discriminação e a ridicularização de uma deficiência física, não. O respeito à dignidade humana deve estar acima das disputas eleitorais e das diferenças políticas.
O episódio exige reflexão e um posicionamento firme contra toda forma de preconceito. A inclusão não pode ser defendida apenas no discurso institucional: precisa ser praticada diariamente, inclusive, e sobretudo, por quem tem a responsabilidade de promovê-la.
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