Deputado eleito do PT é atacado por bolsonarista dentro de restaurante
O deputado estadual eleito Leonardo Grandini (PT-SP) foi atacado verbalmente por uma militante bolsonarista enquanto almoçava em um restaurante.
O momento das agressões foi registrado pelo próprio parlamentar.
Nas imagens divulgadas por Grandini, é possível ver uma mulher, aparentemente alterada, disparando uma série de ofensas contra o deputado eleito, que responde às provocações de maneira calma e irônica.
Ao compartilhar o vídeo que registra o momento em que foi atacado pela militante bolsonarista, Leonardo Grandini ironizou a situação: “Não posso nem almoçar em paz mais” https://x.com/LeoGrandiniSP/status/2115501456748867662 Assédio eleitoral é crime Após o resultado da eleição presidencial, grupos bolsonaristas têm incentivado a perseguição e agressões contra petistas, além de estimular empresários a demitir funcionários identificados com a esquerda.
A prática de assédio eleitoral é ilegal e pode configurar crime, uma vez que a legislação brasileira proíbe ameaças, intimidações e constrangimentos destinados a interferir na liberdade de escolha política dos trabalhadores.
O artigo 301 do Código Eleitoral prevê pena de até quatro anos de reclusão, além de multa, para quem utiliza violência ou grave ameaça para coagir alguém a votar ou deixar de votar em determinado candidato ou partido.
O Ministério Público do Trabalho (MPT) também considera práticas de assédio eleitoral as ameaças de demissão e a discriminação de trabalhadores por suas preferências políticas, que podem resultar em responsabilização trabalhista, civil e criminal, conforme a conduta.
Paulo Pimenta denuncia perseguição a eleitores de Lula e aciona PF e MPF O líder do governo na Câmara dos Deputados, Paulo Pimenta (PT-RS), denunciou uma suposta ação organizada por apoiadores radicais de Flávio Bolsonaro (PL) para perseguir trabalhadores que votaram em Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais, realizado no último domingo (25).
Segundo o parlamentar, o movimento estaria incentivando a demissão de funcionários que votaram em Lula, além de promover boicotes a empresas e profissionais liberais que declararam apoio ao presidente reeleito.
Pimenta afirmou ter recebido denúncias sobre a circulação de listas com nomes de pessoas e estabelecimentos comerciais em diferentes cidades.
O material estaria sendo divulgado com mensagens de ódio e intimidação.
Há também relatos de trabalhadores que teriam sido vítimas de demissões e assédio moral por suas posições políticas.
Pimenta denuncia perseguição política e econômica O deputado classificou as denúncias como graves e afirmou que a iniciativa buscaria transformar divergências políticas em instrumentos de perseguição econômica.
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