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O próximo ministro da Fazenda e o fogo amigo do PT

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O próximo ministro da Fazenda e o fogo amigo do PT

O partido e o próprio Lula têm histórico de sabotar quem assume o ministério e procura manter os gastos públicos sob controle

Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Discute-se quem será o ministro da Fazenda no quarto mandato de Lula. O governador do Piauí, Rafael Fonteles, ganhou destaque entre os cotados, ao lado de Geraldo Alckmin e Dario Durigan.

Mas existe uma questão mais importante: quanto apoio o escolhido terá para executar suas decisões?

Não adianta escolher alguém com ideias econômicas sólidas e credibilidade no mercado se ele tiver de enfrentar uma campanha permanente de sabotagem do partido governista e do próprio presidente.

Em toda a longa história dos governos petistas, apenas Antônio Palocci, no primeiro mandato de Lula, e Guido Mantega, sob Lula e Dilma Rousseff, trabalharam com alguma paz.

Palocci acreditava de verdade no controle dos gastos públicos. É bem provável que tivesse enfrentado fogo amigo com o tempo, mas caiu antes disso, enrolado num escândalo.

Mantega encarna perfeitamente o ideário econômico petista. Não concebe desenvolvimento sem gasto público direto (investimentos) ou indireto (estímulos e subsídios). Acredita que setores estratégicos devem ser dominados por estatais poderosas e que mesmo as grandes empresas privadas devem estar de alguma forma sujeitas à influência do governo.

A política econômica de Mantega havia destruído a credibilidade fiscal brasileira ao final do primeiro mandato de Dilma. Em 2015, Joaquim Levy foi convidado a assumir o posto para tentar recuperá-la.

Senadores da legenda votaram contra medidas do ajuste. Lideranças criticavam publicamente sua orientação e setores do governo trabalhavam para miná-lo.

Levy não era petista. Poderia parecer natural que enfrentasse resistência ideológica.

Mas a experiência de Fernando Haddad demonstrou que pertencer ao partido tampouco garante tranquilidade – basta se afastar, um tiquinho que seja, dos mandamentos da cartilha.

Haddad assumiu a Fazenda em 2023. Poucas semanas depois, já estava sob ataque.

Durante uma reunião ministerial, Lula afirmou que dinheiro bom para quem está na Fazenda é dinheiro no Tesouro, enquanto, para o presidente, é dinheiro transformado em obra.

Haddad propunha conter o déficit público. Seu chefe incentivava os colegas a gastar.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.

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