PF indicia Vorcaro, Paulo Roberto Costa e mais 13 por fraude no Master
A Polícia Federal indiciou nesta 4ª feira (28.out.2026) o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, o ex-presidente do BRB (Banco de Brasília) Paulo Roberto Costa e outras 13 pessoas por crimes financeiros.
A conclusão consta de um relatório parcial de investigação criminal elaborado no Inquérito 5.026, relacionado à tentativa de venda do Master para o BRB, que tramita no Supremo Tribunal Federal.
Segundo a PF, os elementos reunidos indicam a existência de um esquema de operações financeiras com carteiras de crédito de origem questionada, produção posterior de documentos e suposta ocultação da titularidade e da movimentação de recursos.
A investigação também aponta para a participação de integrantes das estruturas executivas, financeiras, jurídicas e operacionais dos bancos e de empresas relacionadas aos negócios.
Vorcaro foi indiciado por suspeitas de gestão fraudulenta de instituição financeira, crimes relacionados à organização criminosa e lavagem de dinheiro.
As imputações constam do relatório policial e ainda dependem da análise das autoridades competentes, não representando, por si só, uma condenação criminal.
Operações com carteiras de crédito Um dos principais eixos da investigação envolve operações de cessão de carteiras de crédito entre o Banco Master e a empresa Tirreno, posteriormente relacionadas a negócios com o BRB.
De acordo com a PF, aproximadamente R$ 7 bilhões vinculados às operações atribuídas à Tirreno permaneceram contabilizados em contas internas do próprio Banco Master, sem transferência financeira efetiva compatível com a titularidade formal dos recursos.
Para os investigadores, a diferença entre a estrutura contratual e a realidade econômica observada pode indicar mecanismos de ocultação ou dissimulação de valores.
O relatório também descreve indícios de que documentos relacionados às operações foram produzidos ou complementados depois das datas que apresentavam formalmente.
Entre os exemplos citados estão cédulas de crédito bancário assinadas posteriormente, procurações geradas em lote e contratos formalizados meses depois das datas declaradas.
A PF afirma ainda que o BRB continuou adquirindo carteiras de crédito mesmo diante de alertas internos sobre problemas de documentação, inadimplência, ausência de averbações e falhas de conciliação.
Segundo o relatório, mais de R$ 5 bilhões em novas aquisições foram aprovados depois que problemas relevantes já haviam sido identificados.
Participação de executivos e advogados A investigação divide os envolvidos em núcleos funcionais.
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