PF e MPRJ fazem operação contra grupo que explorava serviços na Baixada
A Polícia Federal e o MPRJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) realizam, na manhã desta quinta-feira (20), a Operação Fora de Ordem, que investiga a atuação de uma organização criminosa armada na Baixada Fluminense.
As equipes cumprem 23 mandados de busca e apreensão em endereços na capital e em Nova Iguaçu.
O grupo é apontado pelas investigações como ligado ao miliciano Juninho Varão , apelido de Gilson Ingrácio de Souza Junior.
Além das buscas, a Justiça determinou o bloqueio de contas e ativos financeiros , além do sequestro e da indisponibilidade de bens dos investigados.
Leia Mais Comando Vermelho cobre ruas do Alemão para barrar monitoramento da polícia Corpo de Bombeiros resgata mais de 18 mil animais no Rio em oito meses Agiota é preso após emprestar R$ 30 mil e cobrar mais de R$ 1 mi de juros De acordo com as investigações, Juninho Varão, está à frente do grupo chamado Bonde do Varão , que atua em diferentes áreas da Baixada Fluminense.
A apuração aponta que ele passou a ter maior influência na região depois da morte de Ecko , em 2021, e da divisão estrutural associada a Danilo Tandera.
A organização criminosa teria movimentado aproximadamente R$ 10 milhões entre 2022 e 2023, conforme os dados do MPRJ, divulgado em 2024.
As apurações apontam que o grupo atua, pelo menos, desde 2013 em bairros de Nova Iguaçu e em municípios da região.
Segundo os investigadores, os integrantes estariam envolvidos na exploração de serviços como internet e venda de GLP (gás de cozinha) , usando controle territorial e violência para manter essas atividades.
As autoridades policiais também identificaram uma movimentação financeira considerada atípica de mais de R$ 350 milhões .
Os dados foram obtidos por meio de RIFs (Relatórios de Inteligência Financeira) do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras).
A estrutura investigada seria dividida em diferentes núcleos, com funções de comando, finanças, operações, controle territorial e articulação política.
A apuração também encontrou indícios de ligação com agentes públicos e de possível atuação da organização dentro de estruturas do Estado.
Os investigados são suspeitos dos crimes de organização criminosa armada , extorsão e lavagem de dinheiro, além de outros delitos que podem ser identificados no decorrer das investigações.
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