A economia da roupa molhada: quem ganhou com o setembro mais chuvoso de SP?
O setembro mais chuvoso da história de São Paulo transformou a banal tarefa de secar as roupas em um desafio para milhares de pessoas.
Com 295,1 milímetros de chuva, temperaturas abaixo da média e semanas seguidas de umidade elevada, o período acabou criando uma alta temporada improvável para lavanderias e fabricantes de lava e seca.
Dados do Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE) mostram que setembro terminou com 295,1 milímetros de chuva na capital paulista, o equivalente a 347,1% acima da média histórica para o mês.
Foi o setembro mais chuvoso da série iniciada em 1995.
Somado a isso veio o frio.
A temperatura mínima média do mês foi de 14,2°C, cerca de 1°C abaixo da média histórica de 15,2°C, e a temperatura máxima média ficou em 22,6°C, ou 3,4°C abaixo da média histórica de 26°C.
A combinação ajudou a criar um cenário favorável para o setor.
Com menos horas de sol, temperaturas mais baixas e alta umidade, roupas passaram a levar mais tempo para secar, aumentando a procura por alternativas fora de casa.
Nas lavanderias self-service, o período ganhou até um apelido: “Natal das lavanderias” .
A expressão foi usada pela rede Aquamagic.
Jundiaí (SP), uma unidade madura (com mais de 12 meses de operação) da rede, registrou aumento de 354% no faturamento em setembro na comparação com o mesmo mês do ano passado.
O resultado ficou ainda 177% acima da média mensal da própria loja nos 12 meses anteriores.
O movimento se repetiu em outras cidades.
Em Piracicaba (SP), o faturamento avançou 247% na comparação anual e ficou 123% acima da média recente da unidade.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.