Cirurgião destaca avanço da bariátrica no Acre e alerta para doenças ligadas à obesidade
O cirurgião do aparelho digestivo Romeu Delilo Júnior, que atua há mais de 20 anos no Acre, chamou atenção para os impactos da obesidade, os riscos relacionados aos diferentes tipos de câncer do aparelho digestivo e os avanços alcançados pela cirurgia especializada no estado.
A avaliação foi feita durante entrevista ao programa Médico 24 Horas, exibido nesta segunda-feira (14).
Para Romeu, a obesidade deixou de ser apenas uma questão estética e precisa ser tratada como um problema de saúde capaz de desencadear uma série de complicações.
“A questão da obesidade como um todo traz grandes problemas, não só físicos e mentais, mas também problemas de saúde, evolução para câncer, para infarto, para AVC”, afirmou.
Foto: Iago Nascimento/ac24horas A atuação do cirurgião do aparelho digestivo envolve praticamente todo o sistema responsável pela digestão, desde o esôfago até o intestino, além de órgãos como fígado, vesícula biliar e pâncreas.
No Acre, ele destaca também a evolução dos serviços especializados, entre eles o transplante hepático, realizado por outro profissional da área.
Entre os problemas mais frequentes está o refluxo gastroesofágico, que ocorre quando o mecanismo responsável por impedir o retorno do conteúdo do estômago para o esôfago deixa de funcionar adequadamente.
O excesso de peso é um dos fatores que podem contribuir para o problema, assim como situações que aumentam a pressão dentro do abdômen, como a gestação.
Os sintomas mais conhecidos são azia, chamada pelos médicos de pirose, e regurgitação.
Em alguns pacientes, porém, o problema se torna recorrente e exige tratamento prolongado.
“Enquanto ele está tomando o antiácido, ele está bem.
A partir do momento que ele tira, começa a ter todos os sintomas de novo”, explicou Romeu ao abordar os pacientes que permanecem dependentes de medicamentos para controlar o refluxo.
Foto: Iago Nascimento/ac24horas Nesses casos, uma das possibilidades é a fundoplicatura, procedimento realizado por videolaparoscopia que utiliza parte do próprio estômago para formar uma espécie de nova válvula entre o esôfago e o estômago.
Quando existe hérnia de hiato, a cirurgia também pode reposicionar o estômago e corrigir a abertura do diafragma.
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