A fase de testes acabou: Enquanto grandes empresas utilizam IA para reduzir custos milionários, profissionais especializados buscam multiplicar seus salários
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Não é exagero dizer que a inteligência artificial entrou em uma nova fase. Depois de anos sendo tratada como uma promessa tecnológica, ela agora começa a apresentar resultados que chamam a atenção até dos executivos mais céticos.
Recentemente, Paula Bellizia , vice-presidente da AWS (plataforma de cloud da Amazon), para a América Latina, revelou que a companhia obteve uma economia equivalente a 4.500 anos de trabalho em desenvolvimento de software após ampliar o uso de IA.
Além do ganho de produtividade, a iniciativa reduziu custos em aproximadamente US$ 260 milhões , mostrando que os impactos da tecnologia já podem ser medidos em cifras bastante concretas.
Segundo a executiva, a adoção da IA começou em 2022, impulsionada pela popularização de ferramentas acessíveis a profissionais de diferentes áreas. Uma época em que o ChatGPT estava em fase de ganhar tração.
Mas o que começou como um recurso individual evoluiu rapidamente para aplicações corporativas de grande escala. De acordo com Bellizia, hoje, cerca de 95% das empresas que afirmam utilizar IA já relatam impactos concretos em seus resultados de negócio.
Ou seja, essa é uma das evidências de que a tecnologia ultrapassou a fase de testes e passou a ocupar uma posição estratégica nas organizações.
Diante desse cenário, fica a reflexão: se as empresas já estão transformando seus negócios com IA , você, como profissional, está preparado (a) para as mudanças na sua área?
Em junho deste ano, a PwC divulgou um estudo global que mostra que a inteligência artificial está redefinindo as habilidades mais valorizadas pelo mercado e elevando a demanda por profissionais capazes de trabalhar com tecnologia, automação e tomada de decisão em ambientes cada vez mais digitais.
E o impacto já aparece na remuneração : segundo o levantamento, profissionais com competências relacionadas à IA recebem, em média, salários 62% maiores do que os de colegas que atuam na mesma área, mas ainda não dominam essas ferramentas.
Porém, isso não se restringe ao mundo corporativo, a IA também está criando oportunidades para empreendedores produzirem mais com menos recursos.
Um dos exemplos é o desenvolvedor holandês Pieter Levels , que utiliza IA para criar e operar produtos digitais praticamente sozinho, gerando milhões de dólares em receita anual sem a necessidade de uma grande estrutura operacional.
Mas o que tudo isso quer dizer? É nítido que a inteligência artificial está deixando de ser apenas uma ferramenta de produtividade para se tornar uma competência profissional.
Á medida que as empresas aceleram sua adoção, a distância entre quem domina essa tecnologia e quem apenas a utiliza de forma superficial tende a aumentar.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.seudinheiro.com — o conteúdo pertence a Seu Dinheiro.