Segundo aluguel: o peso das taxas de condomínio no Brasil
Segundo aluguel: o peso das taxas de condomínio no Brasil - Ao menos, 40 milhões de brasileiros vivem em condomínios, onde precisam pagar taxas de serviços e segurança. Cobrança popularizada no país chega, em alguns casos, a até 40% do valor de um aluguel mensal.No Brasil, ao menos 40 milhões de pessoas vivem em condomínios. Para muitos nessa situação, gastos com serviços e segurança já fazem parte do cotidiano. Mas, podendo chegar a até 40% do valor de um aluguel mensal, essa cobrança extra é chamada muitas vezes de "segundo aluguel".
Atualmente, o valor médio do condomínio pago no país é de R$ 516 por mês, segundo dados do Censo Condominial 2025/2026 da plataforma uCondo. A plataforma leva em conta apenas espaços de habitação em condições formalizadas, com o total de condomínios no país sendo bem superior.
Essa taxa vem crescendo nos últimos anos. Entre 2022 e 2025, a inflação condominial no Brasil foi de 25%, superando a elevação média do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no período. O estudo aponta que esse aumento é resultado direto de custos operacionais mais altos e de uma gestão que, cada vez mais, busca manter serviços essenciais e valorizar os empreendimentos.
"Há uma transformação nos perfis de lançamento, com toda uma área de lazer dentro dos condomínios, especialmente nos casos de apartamentos menores", aponta Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção do FGV IBRE.
No caso do quadro de funcionários, a especialista indica ainda que, nos últimos anos, há uma escassez de mão de obra no país, o que, com um aquecimento de economia, significa aumento do valor gasto com pessoal em muitos casos. Outro fator que pesa são os elevadores, cuja manutenção costuma ser cara.
Em uma tendência mais recente, a uCondo observou ainda que um custo que vem aumentando em muitos condomínios é o de instalação de equipamento necessário para as recargas de carros elétricos. Outro avanço são investimentos cada vez maiores em espaços para pets, que já estão presentes em mais de 53% dos lares do país.
Em comparação com outros países, o gasto com condomínios se destaca no Brasil, especialmente pela quantidade de serviços e instalações, como portarias 24 horas e câmeras internas. "Apartamentos na Europa, por exemplo, não tem quase nada disso", aponta Castelo.
"Muitas pessoas compram o imóvel vendo a prestação e esquecem o condomínio, é um preço oculto", aponta Castelo. Em um cenário de alta no endividamento no país, o tema levanta preocupações.
O censo do setor indicou que, entre o primeiro semestre de 2022 e o mesmo período de 2025, a inadimplência passou de 9,72% para 11,95%, considerado um "salto expressivo" e que ligou um sinal de alerta para a saúde financeira dos condomínios. Essa taxa varia entre os estados, o maior índice foi registrado no Rio Grande do Norte (32,83%).
Leonardo Mack, diretor de operações da uCondo, destacou que não houve recortes relevantes de poder aquisitivo entre os inadimplentes.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.