Iranianos cortam carne e frutas sob pressão econômica dos EUA
Famílias no Irã cortam carne, frutas e lazer diante da alta dos preços e da perda de poder de compra durante a guerra com Estados Unidos e Israel, segundo a Associated Press.
Mercados de Teerã têm produtos nas prateleiras, mas muitas famílias não conseguem pagar pelo básico. O arroz custa 60% mais do que antes da guerra, e a carne bovina ficou 150% mais cara.
Ahmad Karimi, taxista de 52 anos e pai de dois filhos, trabalha 15 horas por dia para sustentar a família. "Estamos cortando frutas, cortando proteínas, abrimos mão do lazer e trabalhamos até nos fins de semana", disse.
Uma mãe de dois filhos relatou ter pago 89 milhões de riais, cerca de US$ 65, por leite, ovos, papel higiênico e outros itens. Ela não comprou carne e afirmou que a cesta de compras se tornou menor e mais limitada.
O desemprego também cresceu desde o início da guerra, em 28 de fevereiro. Um funcionário do Ministério do Trabalho disse que mais de 1 milhão de empregos foram perdidos até o fim de maio, três meses após o começo da guerra.
Sanções e um bloqueio naval dificultam a exportação de petróleo, principal produto do Irã. O Fundo Monetário Internacional prevê inflação próxima de 70% até o fim do ano e retração superior a 5% na economia iraniana.
A gasolina segue barata por causa de subsídios, mas o governo admite que esse cenário pode mudar. Um assessor presidencial disse à TV estatal que o país consome mais combustível por dia do que produz e pode elevar os preços.
O presidente Masoud Pezeshkian defende um fim negociado para a guerra. "O que nos preocupa é a subsistência das pessoas e sua situação econômica, e estamos fazendo tudo o que podemos para lidar com isso", declarou a jornalistas.
Donald Trump prometeu, em publicação nas redes sociais, impor contra o Irã a "operação econômica mais esmagadora já adotada contra qualquer país". O presidente dos Estados Unidos também ameaçou aplicar sanções a nações e empresas que continuem a negociar com Teerã.
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