Dólar cai com pesquisas eleitorais, IPCA e alívio externo no radar
O dólar recua no mercado à vista na manhã desta sexta-feira (9), em um ambiente de valorização moderada do real e de outros ativos locais.
O movimento ocorre em meio à repercussão de pesquisas para o segundo turno da eleição presidencial, ao apetite por risco no exterior e à divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de setembro.
O Ibovespa futuro avança, acompanhando os ganhos do EWZ e dos ADRs da Vale em Nova York.
No mercado cambial, a queda do dólar ocorre após pesquisas eleitorais confirmarem a liderança de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno.
A leitura de parte dos agentes é de alternância de poder e corte de gastos.
Ao mesmo tempo, o real encontra suporte adicional no desempenho de moedas emergentes, em um cenário de maior apetite global por risco.
No exterior, o barril do Brent cai pouco mais de 1%, para US$ 102, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sinalizar que não atacará o Irã antes das eleições de novembro.
A sinalização reduziu temores de interrupção do abastecimento pelo Estreito de Ormuz.
Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo : siga o Canal Rural no Google News! Apesar da perda de força da moeda norte-americana, compras de importadores com o dólar perto de R$ 5,00 ajudam a limitar a recuperação do real.
Na primeira pesquisa do instituto Datafolha para o segundo turno presidencial, Flávio Bolsonaro aparece com 49% das intenções de voto totais, ante 45% de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Nos votos válidos, o placar é de 52% a 48%, dentro da margem de erro de 2 pontos porcentuais.
Já a AtlasIntel/Bloomberg mostra Flávio Bolsonaro com 51,1% das intenções de voto totais, ante 45,7% de Lula.
Nos votos válidos, a diferença é de 52,8% a 47,2%, com margem de erro de 1 ponto porcentual.
O mercado também repercute o IPCA de setembro.
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