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PGR cobra Mendonça sobre acesso da PF a pagamentos de Vorcaro a autoridades

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PGR cobra Mendonça sobre acesso da PF a pagamentos de Vorcaro a autoridades

A Procuradoria-Geral da República pediu ao presidente do STF , Edson Fachin, que verifique se o ministro André Mendonça concedeu acesso a um relatório com repasses de Daniel Vorcaro para autoridades com foro privilegiado.

O pedido ocorre após o fim do sigilo de uma das ações do caso Master . No processo, há uma solicitação de 10 de março da Polícia Federal para ter acesso ao relatório completo do Coaf. No documento, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras aponta movimentações de empresas ligadas a Vorcaro e seu cunhado, Fabiano Zettel, que era pastor da Igreja Batista da Lagoinha Belvedere, em Minas Gerais.

O Coaf, no entanto, não divulgou informações de pessoas com foro privilegiado . O acesso integral é "imprescindível" para o avanço das investigações, disse a PF. O delegado Daniel Penido de Britto, que assina o documento, afirmou ainda que a "supressão" dos dados provocava uma "lacuna no rastreamento financeiro, impedindo a compreensão da totalidade da cadeia de repasses e a eventual identificação dos reais beneficiários dos recursos investigados".

A PGR pede agora a Fachin que certifique se Mendonça ignorou a PF . "Como não consta dos autos disponibilizados nenhum registro do andamento posterior do feito, o pedido é para que certifique o Gabinete do Ministro Relator se não houve, de fato, nenhuma decisão, e, em caso contrário, e na hipótese do deferimento, se o documento encontra-se disponível para a consulta dos Ministros", diz a petição assinada pelo vice-procurador-geral Hindenburgo Chateaubriand.

Em março, a PF argumentou que como a investigação está no STF, Mendonça tem competência de autorizar acesso aos dados sigilosos . No processo, que se tornou público hoje, não há registro da resposta de Mendonça para o pedido da PF. O sigilo da ação foi quebrado após Alexandre de Moraes pedir acesso ao conteúdo do processo ao presidente do STF, Edson Fachin. Com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República, Fachin solicitou o fim do sigilo a Mendonça, que acatou.

Segundo o documento, a denominação evangélica movimentou R$ 57 milhões em um ano . O Coaf analisou as contas da igreja no período de 24 de dezembro de 2024 a 8 de dezembro de 2025. O faturamento anual presumido, de acordo com o órgão, era de R$ 950 mil. Só Zettel fez 26 depósitos, que, somados, chegaram a R$ 19,2 milhões.

Diante do bloqueio preventivo realizado administrativamente pelo próprio Coaf em razão do foro por prerrogativa de função, faz-se necessária a chancela judicial específica para superar o óbice administrativo e garantir o prosseguimento das investigações sem qualquer risco de nulidade processual ou usurpação de competência. Demonstrada, portanto, a pertinência temática, a necessidade investigativa e a adequação da medida, o acesso aos dados omitidos apresenta-se como corolário lógico para a busca da verdade real e para o esgotamento das linhas investigativas traçadas pela autoridade policial. Pedido da Polícia Federal

Moraes pediu para ter acesso à petição antes da sessão marcada para amanhã .

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