Magalu tem nova sessão de forte queda; fora do Ibovespa, Casas Bahia desaba 24%
As ações de varejistas registram mais uma sessão de forte queda nesta quarta-feira (14).
Magazine Luiza ( MGLU3 ) fechou em baixa de 4,49% (R$ 10,85), entre as maiores baixas do Ibovespa; já fora do índice, Casas Bahia ( BHIA3 ) tiveram forte queda de 24,31% (R$ 1,09).
O movimento aconteceu em meio a uma nova alta dos juros futuros, o que afeta ações de varejo e consumo, principalmente as de empresas mais alavancadas.
As taxas dos DIs fecharam com altas depois de serem influenciadas ao longo do dia pelo vai e vem dos rendimentos dos Treasuries, após a divulgação de novos dados de inflação nos EUA.
No Brasil, investidores também aguardavam a nova pesquisa Quaest sobre a disputa presidencial, programada para o início da noite.
No fim da tarde, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 12,725%, com alta de 3 pontos-base ante o ajuste de 12,699% da sessão anterior.
Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 12,66%, com elevação de 8 pontos-base ante 12,579%.
Pela manhã o governo dos EUA informou que seu índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiu 0,6% em setembro, em linha com o projetado por economistas ouvidos pela Reuters.
Imediatamente após a divulgação, os rendimentos dos Treasuries de curto e longo prazo dispararam, com os investidores elevando as apostas em nova alta de juros pelo Federal Reserve no curto prazo.
O avanço dos rendimentos dos Treasuries fez as taxas dos DIs marcarem máximas e o dólar avançar ante o real.
Às 9h36, logo após os números do CPI, a taxa do DI para janeiro de 2035 atingiu a máxima de 12,710% (+13 pontos-base).
“Por mais que (o CPI) tenha vindo em linha com o mercado, há uma certa ansiedade para os próximos passos do Fed.
Então, há uma aversão a risco por conta da possibilidade de juros mais elevados nos EUA”, pontuou o analista Matheus Spiess, da Empiricus Research.
Durante a tarde, no entanto, os rendimentos dos Treasuries de longo prazo perderam força e migraram para o território negativo, o que fez as taxas dos DIs se reaproximarem da estabilidade em toda a curva.
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