Maca peruana e menopausa: o que podemos aprender com saberes ancestrais
A maca peruana virou um fenômeno global.
Hoje é vendida em cápsulas, pós, bebidas e suplementos que prometem mais energia, disposição, libido e equilíbrio hormonal.
Nos Andes peruanos, porém, ela ocupa outro lugar.
Faz parte da alimentação desde a infância.
Gerações cresceram consumindo a raiz no café da manhã, em mingaus, sopas e outras preparações.
Muito antes de ganhar fama como suplemento, já fazia parte da cultura alimentar das famílias andinas.
Cultivada há milhares de anos nas planícies frias de Junín, no Peru, a mais de 4 mil metros de altitude, a maca (Lepidium meyenii) pertence à mesma família botânica de brócolis, couve e rabanete.
A parte consumida é o hipocótilo, uma estrutura subterrânea arredondada que lembra uma pequena batata ou um nabo.
É rica em carboidratos complexos, fibras, minerais como cálcio, potássio, ferro e cobre e compostos bioativos, entre eles polifenóis, glucosinolatos, macamidas e macaenos.
São justamente essas substâncias que despertam o interesse da ciência.
Estudos sugerem que podem atuar em mecanismos relacionados ao metabolismo energético, ao estresse oxidativo e à comunicação entre cérebro e hormônios.
Até o momento, porém, não há evidências suficientes para afirmar que a maca funcione como uma terapia hormonal para a menopausa .
Continua após a publicidade Foi para tentar entender de onde vinha a fama da maca que viajei ao Peru e à Colômbia durante as gravações da série documental Menopausa sem Fronteiras , ainda inédita.
Eu não procurava uma planta milagrosa para a menopausa.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em saude.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja Saúde.