Simone Tebet: “Faria tudo de novo”
Oriunda de família tradicional no agronegócio, Simone Tebet nasceu em Três Lagoas e construiu sua carreira política em Mato Grosso do Sul.
Foi prefeita, deputada estadual, vice-governadora, governadora e senadora, sempre pelo MDB, no qual militou por três décadas.
A sua trajetória sofreu uma inflexão em 2022, quando chegou em terceiro lugar na corrida presidencial e depois aderiu no segundo turno à candidatura de Lula contra Jair Bolsonaro.
Virou ministra do Planejamento, aproximou-se da esquerda e mudou-se para São Paulo, onde virou uma aposta ao Senado, agora filiada ao PSB, na difícil batalha travada no maior colégio eleitoral do país contra o favorito governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e seus aliados.
Na entrevista a VEJA ela fala sobre a baixa aprovação de Lula, a dívida pública recorde e admite que o próximo presidente terá que cortar gastos.
Diz, ainda, que o embate paulista será decisivo para a disputa nacional e que seu perfil político moderado ajuda na campanha.
“Ser de centro abre portas”, afirma.
Lula formou uma chapa em São Paulo com quatro ex-ministros: Fernando Haddad ao governo, Márcio França como vice e a senhora e Marina Silva ao Senado.
Essa eleição será crucial para a reeleição do presidente? A eleição nacional passa, sem dúvida, por São Paulo, que tem um quinto do eleitorado nacional.
Por isso estamos fazendo uma frente ampla.
Tem outro ex-ministro, o vice-presidente Geraldo Alckmin , que foi quatro vezes governador e está na chapa presidencial.
Desses cinco, quatro já foram candidatos à Presidência da República e três foram governadores.
É uma chapa que tem currículo para apresentar as propostas que São Paulo precisa.
Haverá uma tentativa de atrelar a imagem do governador Tarcísio de Freitas à do ex-presidente Jair Bolsonaro? Não sei qual vai ser a estratégia da campanha nacional, mas a nossa será mostrar para a população quem é que tem as melhores propostas e o que está em jogo nessas eleições.
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