O que a ciência oferece hoje contra a doença de Creutzfeldt‑Jakob
Por Tuane Vieira O diagnóstico de doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ) no influenciador e especialista em aviação Lito Sousa , divulgado por sua família em 21 de agosto, trouxe uma doença rara ao centro da atenção pública.
Com isso, veio a pergunta inevitável: existe tratamento? A resposta honesta tem duas partes.
Não existe, hoje, terapia capaz de deter ou reverter a DCJ: o cuidado é de suporte, voltado ao controle dos sintomas e ao conforto do paciente.
E, pela 1ª vez na história da doença, candidatos a medicamento, que atacam diretamente seu mecanismo, estão sendo testados em pacientes.
Nosso grupo do Instituto de Bioquímica Médica Leopoldo de Meis da UFRJ trabalha em uma dessas frentes de pesquisa — ainda em etapa pré-clínica.
Por isso começo pelo que ela não é: nenhum chá, cápsula, extrato ou suplemento de planta trata a doença de Creutzfeldt-Jakob.
Como um prion se multiplica A DCJ é causada por prions.
Não são vírus nem bactérias, mas formas anormais de uma proteína produzida por nosso próprio organismo.
Quando essa proteína muda de estrutura, induz proteínas normais a mudar de forma também, numa reação em cadeia.
Aos poucos, as formas anormais se acumulam e comprometem o funcionamento do cérebro.
A doença é rara: 1 a 2 casos por milhão de habitantes por ano.
A grande maioria se dá de forma esporádica, sem fonte de infecção identificável, e não se transmite pelo contato cotidiano.
Isso é diferente da variante da DCJ, associada à epidemia de “vaca louca” : ter DCJ não significa ter adquirido a doença pelo consumo de carne.
Duas estratégias já chegaram aos pacientes Para produzir novos prions, a proteína anormal precisa encontrar a proteína priônica normal.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.poder360.com.br — o conteúdo pertence a Poder360.