VÍDEO: jacaré é flagrado com corpo de outro na boca no Pantanal de MT; biólogo explica canibalismo
Jacaré é flagrado com corpo de outro na boca no Pantanal de MT 🐊 Um jacaré foi flagrado nadando com o corpo de outro da mesma espécie na boca em Poconé, a 104 km de Cuiabá, no Pantanal mato-grossense, na última semana.
A cena foi registrada pelo guia de turismo e fotógrafo de vida selvagem Marcos Halem Félix, que acompanha os animais da região há mais de 26 anos.
No vídeo, o jacaré passa entre outros enquanto carrega o animal de menor porte preso à boca (assista acima).
Marcos associa o episódio à época do ano, quando, segundo ele, há menos alimento disponível nas lagoas.
O guia conta que os jacarés menores costumam ficar nas bordas para reduzir o risco de serem atacados pelos maiores, que ocupam as áreas mais profundas.
“Os jacarés grandes ficam na parte funda das lagoas e os pequenos na borda, mais próximos da terra, para evitarem ser comidos.
Ainda assim, acontecem episódios como este”, relatou. 🐊 Por que um jacaré come outro? Jacaré é flagrado com corpo de outro na boca no Pantanal mato-grossense Marcos Halem Félix Ao g1, o biólogo Luiz Eduardo Saragiotto explicou que o canibalismo pode ocorrer entre jacarés, mas não é considerado um hábito comum da espécie.
Segundo ele, esses animais são agressivos e territorialistas, e os ataques podem levar à morte de indivíduos menores e mais fracos.
“Esse comportamento não é considerado comum porque não é o hábito principal do jacaré, mas pode acontecer”, explicou.
Conforme o biólogo, isso não significa que um jacaré mate outro com o objetivo de se alimentar.
A explicação é que, depois da morte, a carne fica disponível e pode ser consumida pelo animal que atacou.
Saragiotto acrescentou que episódios de ataque seguidos de canibalismo também podem estar relacionados à disputa entre machos por fêmeas para o acasalamento.
Jacaré é flagrado com corpo de outro na boca no Pantanal mato-grossense Marcos Halem Félix
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Mato Grosso.