Sua voz já não prova quem você é: como IA está mudando a segurança digital
Imagine receber uma mensagem aparentemente enviada pelo presidente da empresa.
Em seguida, chega um áudio com a voz dele, dizendo que está entrando em uma reunião e precisa que uma transferência seja realizada com urgência.
A voz é familiar, o contexto parece fazer sentido e a solicitação parece legítima.
Mas pode não ser.
A inteligência artificial (IA) está mudando rapidamente a dinâmica dos ataques cibernéticos e das fraudes digitais.
Ferramentas de IA generativa permitem que criminosos produzam mensagens convincentes, personalizem golpes em grande escala, criem imagens e vídeos falsos, clonem vozes e automatizem etapas de ataques.
No Brasil, ainda não temos um levantamento nacional consolidado que permita identificar quanto foi perdido especificamente em golpes realizados com IA.
Por isso, é importante não atribuir à tecnologia números que dizem respeito à fraude digital de forma geral.
Os dados disponíveis, porém, mostram a dimensão do cenário.
No primeiro trimestre de 2026, a Serasa Experian identificou “1.495.696 tentativas de fraude em cadastros e validações de identidade”, alta de 36,6% em relação ao mesmo período de 2025.
O levantamento também aponta IA generativa, identidades sintéticas e deepfakes entre as tendências que exigem atenção.
Já a TransUnion identificou que “32% dos consumidores brasileiros que relataram perda financeira por fraude apontaram o vishing , golpe realizado por telefone, como causa”, contra 23% globalmente.
A perda mediana por vítima de fraude digital no país chegou a R$ 10.699.
Esses números não significam que todas essas fraudes tenham sido produzidas por IA.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistaforum.com.br — o conteúdo pertence a Revista Fórum.