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Indígena percorre 600 km para expor grafismo Karipuna na Expofeira do AP: 'Representar meu povo não tem preço'

G1 Amapá ·
Indígena percorre 600 km para expor grafismo Karipuna na Expofeira do AP: 'Representar meu povo não tem preço'

Arte indígena da etnia Karipuna está presente na Expofeira.

Isadora Pereira/g1 Para expor a arte do seu povo na Expofeira 2026, em Macapá, o artista Eddír Iaparrá Karipuna, de 28 anos, precisou percorrer mais de 600 quilômetros.

O percurso começou na Terra Indígena Uaçá, no município de Oiapoque, no extremo Norte do Amapá, e exigiu longas horas de estrada e viagem fluvial até a capital.

No estande indígena, localizado no Parque de Exposições da Fazendinha, Eddír utiliza uma tinta 100% natural, produzida a partir de jenipapo e carvão, para desenhar grafismos tradicionais na pele dos visitantes.

Clique aqui para seguir o canal do g1 AP no WhatsApp Segundo o artista, cada padrão geométrico carrega uma simbologia ancestral única.

"Cada grafismo tem um significado muito importante para a nossa cultura.

O desenho do caracol, por exemplo, é um amuleto de proteção para afastar o mal-olhado e atrair coisas boas", explica Eddír.

Eddír segurando o desenho do 'Caracol' que representa proteção.

Isadora Pereira/g1 🔎 Para os povos originários o grafismo é uma linguagem ancestral que expressa identidade, espiritualidade e conexão com a natureza.

Cada traço na pele comunica a história da etnia, funciona como marca de pertencimento e atua como um escudo de proteção.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Amapá.

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