Em 1 mês de campanha, presidenciáveis desembolsaram, juntos, R$ 153 milhões
Os candidatos à Presidência da República gastaram ao todo, desde o início do período eleitoral a partir de 16 de agosto, cerca de R$ 153 milhões com as campanhas eleitorais .
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera o ranking com R$ 65 milhões investidos .
O senador Flávio Bolsonaro (PL), empatado tecnicamente com Lula nas pesquisas de intenção de voto, gastou até o momento cerca de R$ 56 milhões em sua campanha à presidência.
Lula e Flávio, juntos, totalizam quase 80% dos gastos totais de todos os presidenciáveis.
Ambos também recebem a maior fatia do Fundo Eleitoral .
A maior parte dos investimentos de campanha foram empenhados na categoria “serviços terceirizados”, que engloba contratos com cessão de mão de obra em geral, como atividades instrumentais, acessórias ou de apoio logístico e operacional.
O montante gasto com esse quesito específico foi de quase R$ 96 milhões do orçamento total.
Leia Mais Datafolha: 38% veem Lula prejudicado por crise no STF e 31% citam Flávio Plataforma testa convergência de candidatos com pautas ambientais Durigan diz que reajuste do Bolsa Família não deve pressionar a inflação A maior parte das receitas das candidaturas vem do Fundo Especial de Financiamento de Campanha – conhecido popularmente como Fundão – que é repassado pelos partidos.
O PL de Flávio lidera o valor recebido da União, enquanto o PT de Lula ocupa o segundo lugar no ranking de maiores montantes recebidos de Fundo Eleitoral.
Para ter acesso ao recurso, os partidos ou coligações dependem da representatividade no Congresso Nacional, portanto, há cenários em que candidatos ao Planalto não estão habilitados para receber o valor e dependem exclusivamente de doações.
Eis os gastos de cada candidato após um mês de campanha: Lula (PT): R$ 65.677.121,42; Flávio Bolsonaro (PL): R$ 56.194.552,56; Ronaldo Caiado (PSD): R$ 24.234.062,19; Romeu Zema (Novo): R$ 4.149.160,43; Renan Santos (Missão): R$ 1.281.791,93; Clariana Barão (DC): R$ 998.569,68; Augusto Cury (Avante): R$ 292.666,67.
Cofre negativo Em relação à proporção “receita-despesa” das campanhas, Flávio, Lula e Caiado se destacam por gastarem mais do que arrecadaram até o momento, ou pelo menos estão deficitários na declaração de despesas obrigatória ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
O atual chefe do Executivo federal possui um déficit atual de R$ 24,4 milhões, enquanto o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) registrou um valor negativo de R$ 3,3 milhões.
Caiado gastou R$ 15 milhões a mais do que recebeu desde o início da captação de recursos eleitorais.
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