Justa causa por vazamento é mantida em até 85% dos casos analisados
O vazamento de informações corporativas está ganhando uma consequência além dos prejuízos de cibersegurança.
Entre 80% e 85% das demissões por justa causa relacionadas a esse tipo de episódio são mantidas em segunda instância quando a empresa consegue comprovar o vazamento e demonstrar que já possuía mecanismos de prevenção e compliance, segundo levantamento do advogado Ricardo Calcini, professor de Direito do Trabalho do Insper.
A documentação faz diferença.
Nos casos analisados em auditorias trabalhistas dos setores de tecnologia e serviços, cerca de 80% das disputas em que a empresa apresentou previamente uma auditoria digital pericial terminaram com a manutenção da justa causa.
Decisões recentes citadas no levantamento envolvem funcionários que encaminharam informações sigilosas para clientes ou contas pessoais.
O risco não é pequeno.
Mais de 50% dos incidentes de cibersegurança nas empresas teriam origem em vulnerabilidades internas, como negligência, erro operacional ou ação deliberada de funcionários e prestadores de serviço.
E o custo médio de um vazamento empresarial no Brasil é estimado em R$ 7,19 milhões, segundo dados do estudo da IBM/Ponemon citados no levantamento.
Continua após a publicidade Há, porém, um limite para a reação das companhias.
A proteção dos dados não autoriza monitoramento irrestrito dos empregados: o levantamento lembra que provas obtidas por meio do acesso, sem aviso prévio, a conversas pessoais podem ser consideradas ilícitas pela Justiça do Trabalho.
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.