Ibovespa busca fôlego após tombo, mas risco doméstico pesa; dólar mantém alta
Mercado: o dólar comercial subia 0,26% para R$ 5,174, após alta de quase 1% na véspera (Germano Lüders/Exame)
O Ibovespa ensaia uma recuperação no pregão desta quarta-feira, 12, após a forte queda de 2,5% nas negociações na terça, 11, em meio à piora da percepção sobre o risco doméstico. O principal índice acionário da B3 iniciou rondando a estabilidade, com viés de baixa, mas, por volta das 11h30 (horário de Brasília), mudou de direção, porém voltou a recuar e, às 12h, estava em 167.758 pontos, com ligeira queda de 0,07%, enquanto o dólar comercial subia 0,26% para R$ 5,174, após alta de quase 1% na véspera.
O movimento ocorre em meio a juros elevados, incertezas fiscais e eleitorais e ao rebaixamento da recomendação para ações brasileiras pelo JP Morgan .
Entre as blue chips , a Vale (VALE3) avançava 0,83% e dava força para a recuperação do índice. Já a Petrobras operava sem direção única, a ação ordinária (PETR3) recuava 0,06%, estável, enquanto a preferencial (PETR4) subia levemente 0,17%.
O Itaú Unibanco (ITUB4), de peso no índice, ecdia 0,49%, assim como as units do BTG (BPAC11) que recuava 0,40%. Os demais grandes bancos registravam desempenho positivo, incluindo Banco do Brasil (BBAS3) que subia 0,36% às vésperas da divulgação do balanço de 2° trimestre.
Entre as maiores altas do painel, a Metalúrgica Gerdau (GOAU4), liderava com ganho de 2,81%, seguida pela Rumo (RAIL3) e CSN Mineração (CMIN3), que avançavam 2,31% e 1,97%.
Na ponta negativa, a Direcional (DIRR3) liderava as perdas, com queda de 2,45%. A C&A (CEAB3) caía 1,96%, seguida por Hapvida (HAPV3) com queda de 1,94% e Totvs (TOTS3), recuo de 1,90%.
No exterior, o índice de preços ao consumidor ( CPI ) dos Estados Unidos subiu 0,1% em julho, após queda de 0,4% em junho. Em 12 meses, a inflação ficou em 3,4%. O núcleo do índice, que exclui alimentos e energia, avançou 0,2% no mês, após ficar estável em junho, e desacelerou de 2,6% para 2,5% na comparação anual.
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