Febre do Nilo Ocidental é rara no Brasil, apesar da disseminação global
O Ministério da Saúde confirmou dois casos de Febre do Nilo Ocidental em Santa Catarina, outros dois em São Paulo e agora investiga a possibilidade de mais um caso no Piauí.
O infectologista André Bon, coordenador da Infectologia do Hospital Brasília, explica que, apesar do vírus ser uma das arboviroses mais disseminadas em todo o mundo, no Brasil a transmissão é rara.
Ele ressalta que a Febre do Nilo Ocidental não é uma doença que foi introduzida no Brasil de forma persistente na transmissão em humanos.
“A doença do Nilo Ocidental, conhecida com o nome em inglês de West Nile, é uma das arco-virosas mais disseminadas em todo o mundo.
Felizmente, no Brasil, a gente tem casos eventuais apenas , ela não é uma doença que foi introduzida no Brasil de forma persistente na transmissão em humanos .
As epizootias, que são as epidemias em animais, elas podem acontecer e, na verdade, a Febre do Nilo Ocidental, o West Nile, é uma doença cujo ciclo se mantém na vida silvestre entre pássaros e insetos”, explicou o especialista.
Da mesma forma que a Dengue ou até mesmo a Chikungunya, a forma de transmissão é através de um mosquito, neste caso o Culex.
Na verdade, o principal mosquito de transmissão é o Culex, que é o famoso pernilongo.
A transmissão para seres humanos, na verdade, é uma zoonose, uma transmissão de uma doença que é clássica de animais para seres humanos aqui na realidade do Brasil e é extremamente rara.
É transmitida, então, a partir de pernilongos infectados, que se infectaram eventualmente em algum pássaro, para seres humanos”, ressalta André Bon.
O médico infectologista ainda explica que no Brasil os casos tendem a ser mais leves, com pouco histórico de graves complicações.
No entanto, a Febre do Nilo Ocidental pode causar encefalites, meningite e até formas de paralisia.
“Mas os casos no Brasil são extremamente raros, com poucos relatos, e a transmissão sustentada no Brasil ainda não existe de maneira significativa.
É uma doença que a imensa maioria dos pacientes que desenvolvem tem sintomas leves, mas existem algumas formas graves com encefalites, meningite e até formas de paralisia flácida que podem se assemelhar a poliomielite, por exemplo.
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