André Mendonça age como cabo eleitoral do bolsonarismo no STF
A operação eleitoral promovida por André Mendonça para tirar “Dark Horse” do noticiário e poupar Flávio Bolsonaro, presidenciável do PL, estava dando muito certo.
A investida ilegal contra Alexandre de Moraes e o afastamento, também ilegal, do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, mostram que o “terrivelmente evangélico” está disposto a fazer coisas que até Deus duvida para salvar a pele do seu grupo político.
O homem responsável pela prisão de Daniel Vorcaro e vários outros figurões investigados, delegado Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal, foi impedido de trabalhar pelo juiz bolsonarista.
A canetada de Mendonça paralisou diretamente as investigações do Banco Master, do INSS e “Dark Horse”.
A jogada eleitoral foi óbvia .
Mas eis que na quinta-feira, 10 de setembro, a Polícia Federal saiu às ruas para cumprir 49 mandados de busca e apreensão contra nomes ligados ao financiamento do filme sobre a vida de Jair Bolsonaro, entre eles Karina da Gama, dona da produtora Go UP Entertainment, responsável por “Dark Horse”, e o deputado Mario Frias, do PL .
No mesmo dia, o ministro Flávio Dino, que já havia determinado o retorno de Andrei Rodrigues para o cargo, pediu a quebra de sigilo do caso “Dark Horse” e impediu Mario Frias e outros investigados de deixar o país.
Mendonça caiu do dark horse Mendonça caiu do cavalo, ou melhor, do dark horse , que desceu a ladeira desgovernado.
Com a quebra de sigilo, veio à tona um grande esquema de financiamento da cinebiografia de Jair Bolsonaro por meio de emendas parlamentares aprovadas por deputados bolsonaristas.
Há fortes indícios de que emendas enviadas por Mario Frias, Marcos Pollon, Alexandre Ramagem, Carla Zambelli e Bia Kicis — todos do PL — foram desviadas para as empresas de Karina da Gama.
Mais de R$ 5 milhões do orçamento público foram parar nas contas das empresas de Karina da Gama.
Os investigadores suspeitam que o esquema operou os crimes de peculato, falsidade documental, fraudes em licitações, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
O grupo teria desviado os recursos públicos para empresas subcontratadas ilegalmente, sem comprovação dos serviços prestados.
Segundo a PF, dados financeiros apontam a “movimentação da ordem de centenas de milhões de reais entre as empresas que integram o esquema investigado”. ‘Não há dinheiro público’: mais uma mentira de Flávio Bolsonaro ruiu Até então, Flávio Bolsonaro vinha repetindo como um mantra: “não há dinheiro público no filme!”.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.intercept.com.br — o conteúdo pertence a Intercept Brasil.