Trump pode ter até quatro chances de aumentar influência sobre comitê do Fed que decide juros
Os esforços do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump , para destituir autoridades do Federal Reserve a fim de abrir espaço para seus próprios indicados têm sido impedidos, até o momento, pelos tribunais e pela resistência política no Senado, mas ele ainda pode ter até quatro oportunidades para tentar reforçar sua influência sobre o comitê de política monetária do banco central norte-americano.
Trump tem apoiado, até o momento, o chair do Fed, Kevin Warsh , mesmo que seu indicado, escolhido a dedo, tenha deixado de lado as discussões sobre os cortes nas taxas de juros que o presidente vem exigindo.
Warsh também deixou de lado todas as indicações sobre a trajetória futura dos juros em junho, logo após assumir o comando do banco central dos EUA.
Embora Warsh tenha falado frequentemente sobre a “equipe incrível” do Fed — uma instituição projetada para ficar isolada da política, já que apenas dois dos sete cargos em seu Conselho de Governadores expiram a cada mandato presidencial —, Trump disse no mês passado que considera o conselho do banco central, em geral, “talvez um pouco hostil” e que este estaria atrapalhando Warsh.
“Sei que ele adoraria ver taxas de juros mais baixas.
Mas ele tem um conselho, e é um conselho político”, disse Trump.
Embora os esforços iniciais de Trump para abrir espaço no Fed tenham sido frustrados, a batalha pelo controle da política monetária não terminou e pode mudar com o desfecho de várias disputas e decisões relacionadas à gestão de pessoal.
O caso Cook A diretora do Fed Lisa Cook , a primeira mulher negra a integrar o conselho do banco central, foi nomeada pelo ex-presidente Joe Biden em 2022 para um mandato que vai até 2038.
Trump tentou demiti-la há um ano, em um caso que terminou com a Suprema Corte dos EUA confirmando que o presidente não poderia destituir uma diretora do Fed sem justa causa e precisava seguir um processo claro para expor os motivos e fundamentá-los com provas.
A decisão manteve Cook no cargo, mas remeteu o processo contra ela de volta a um tribunal federal distrital.
O governo decidiu dar continuidade ao caso, argumentando que uma declaração incorreta em um documento hipotecário há anos constituía “motivo” suficiente para demitir Cook.
A Casa Branca exigiu que ela respondesse até esta quarta-feira a uma carta expondo os argumentos a favor de sua destituição.
Cook, que considera a iniciativa do governo um pretexto para obter influência sobre a política monetária, quase certamente continuará a contestar sua demissão, com outra batalha judicial potencialmente demorada pela frente antes de uma decisão final.
Enquanto isso, Cook provavelmente permanecerá no conselho.
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