Ameaças dos EUA à economia do Irã vão além do petróleo; entenda
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Frustrados no campo militar pela guerra contra o Irã , os EUA anunciaram um "Dia D Econômico" para a última segunda-feira (23), ameaçando punir qualquer país ou entidade que faça negócios com Teerã em setores estratégicos.
Embora a declaração tenha servido de alerta a determinados setores, ela não incluiu imediatamente todos os indivíduos e empresas envolvidos em uma lista de sanções, dando tempo para negociações. A ameaça de uma abordagem econômica mais agressiva por meio de novas sanções dos EUA, no entanto, veio menos de uma semana depois de os Emirados Árabes Unidos, um dos principais parceiros comerciais do Irã, anunciarem planos de suspender todas as transações comerciais e financeiras com o país .
Mahdi Ghodsi, economista do Instituto de Estudos Econômicos Internacionais de Viena, afirmou que as novas sanções generalizadas propostas pelo governo Donald Trump tendem a atingir com mais força os iranianos comuns. De acordo com Ghodsi, assim como na guerra, "os civis são as vítimas" dos conflitos econômicos.
Veja a seguir os setores que os Estados Unidos ameaçaram submeter a novas sanções.
Os Estados Unidos aplicam sanções contra o Irã há décadas. E, antes de os primeiros mísseis norte-americanos e israelenses atingirem o país em 28 de fevereiro, o sofrimento econômico já era profundo e generalizado.
Alguns iranianos recorreram ao ouro para proteger suas economias da crise cambial e da disparada da inflação. O metal precioso é considerado um ativo mais seguro do que a moeda iraniana, o rial, que atingiu mínimas históricas na segunda-feira após as novas ameaças de sanções dos EUA.
O banco central do país também vem aumentando suas reservas de ouro há anos. Ao longo de quatro meses em 2025, o Irã importou mais de US$ 1 bilhão em ouro, principalmente da Turquia, dos Emirados Árabes Unidos e da China, segundo um importante jornal econômico iraniano.
Mas o acúmulo de ouro pode desacelerar ainda mais a economia, avaliou Ghodsi, uma vez que mais pessoas podem manter ativos destinados a preservar a riqueza no longo prazo, em vez de usar dinheiro em transações que mantêm a economia em movimento.
O setor de criptomoedas do Irã vale quase US$ 7,8 bilhões (R$ 40,14 bilhões), segundo estimativas de 2025 da Chainalysis, empresa de análise de blockchain.
A mesma organização calculou que o volume de recursos recebidos por contas ligadas à Guarda Revolucionária do Irã aumentou de mais de US$ 2 bilhões (R$ 10,29 bilhões no câmbio atual) em 2024 para mais de US$ 3 bilhões (R$ 15,44 bilhões) em 2025, com base em dados de órgãos governamentais dos Estados Unidos e de Israel .
Assim como o ouro, dizem analistas, os ativos financeiros alternativos se tornaram uma forma importante de os civis iranianos tentarem proteger seu patrimônio.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.