Tesouro recompra R$ 7,1 bilhões de títulos ante alta dos juros futuros
O Tesouro Nacional recomprou R$ 7,1 bilhões em títulos públicos nesta segunda-feira, em meio à turbulência dos mercados após a eleição presidencial.
O Tesouro realizou três leilões de recompra de papéis públicos. A medida reduz a quantidade de títulos em circulação e aumenta a liquidez, o que pode ajudar a ordenar as negociações em períodos de instabilidade.
Parte dos investidores passou a exigir juros maiores para financiar a dívida pública brasileira. O movimento reflete incertezas sobre o cenário econômico e fiscal.
Os preços dos títulos públicos se movem em direção oposta às taxas de juros. Por isso, a reavaliação dos investidores pode ampliar as oscilações dos papéis negociados no mercado secundário.
As recompras podem reduzir movimentos abruptos de preços dos títulos. As operações também buscam preservar a liquidez dos papéis durante períodos de maior turbulência.
Taxas dos contratos mais longos chegam a superar 15% ao ano. Nas negociações entre 12h52 e 12h53, a taxa para janeiro de 2027 estava em 13,731% ao ano. O vencimento de janeiro de 2029 marcava 15,330%, enquanto o de janeiro de 2031 era negociado a 15,530%.
Juros chegaram a patamares ainda mais elevados durante o pregão. O contrato para janeiro de 2031, que havia começado os negócios a 14,460%, atingiu 15,940% na máxima da sessão. O de janeiro de 2029 chegou a 15,850%, enquanto o de janeiro de 2027 alcançou 14,020%.
Movimento reflete preocupação com inflação e contas públicas. A valorização do dólar pode encarecer produtos importados e aumentar as expectativas de inflação, reduzindo o espaço para cortes da Selic.
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.