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Economia

Dólar sobe até 12,2% e testa R$ 5,60, maior cotação desde junho de 2025

UOL Economia ·
Dólar sobe até 12,2% e testa R$ 5,60, maior cotação desde junho de 2025

Na primeira sessão de negócios após a reeleição do presidente Lula, o dólar ronda a maior cotação ante o real em mais de um ano. Subindo desde o início do dia, a moeda americana chegou a avançar 12,2% e bater R$ 5,60, cotação batida pela última vez, em fechamento, no dia 4 de junho de 2025.

Segundo profissionais de mercado, comportamento do câmbio reflete ajustes de posições de investidores, empresas e instituições financeiras que apostavam que a vitória do candidato da oposição, senador Flávio Bolsonaro (PL), levaria a um forte corte de gastos do governo, redução da dívida pública e, por tabela, atração de mais recursos externos.

Dólar testou patamar de R$ 5,60. Nos primeiros minutos de negócios, a moeda americana chegou a ser cotada no comercial para venda a R$ 5,604, variação positiva de 12,2% ante o fechamento de sexta-feira. Às 12h20, a divisa subia menos, variando 8,67%, a R$ 5,425.

Volume de negócios com dólar comercial é limitado por mercado futuro. A Bolsa do Brasil B3, onde são negociados contratos futuros de câmbio, avisou antes da abertura dos negócios um limite excepcional mais largo para a oscilação diária para os contratos futuros de dólar (DOL) - inclusive os mini contratos (WDO) - de 6% para 8,4%.

Mesmo assim, já na abertura, a oscilação do contrato futuro do dólar superou o limite ampliado. O dólar futuro para novembro, ativo mais negociado e referência para o mercado à vista, subiu 9,2%, batendo no teto de variação máxima para o dia. Assim, o mercado à vista, onde é cotada a moeda americana para a venda no comercial, também acaba impactado, com menor volume de transações.

Banco Central atuou hoje. Foi realizado leilão às 11h30 leilão regular de rolagem de swap cambial, com oferta de 75.000 contratos para 3 de novembro. O resultado será divulgado pelo BC.

Resultado da eleição levou agentes de mercado a ajustarem posições. Após o primeiro turno, quando Flavio Bolsonaro (PL) venceu o presidente Lula, a cotação do dólar recuou de R$ 5,21 para R$ 4,99. Agentes de mercado acreditavam que a vitória da oposição abriria espaço para um ajuste das contas públicas, com fortes cortes de gastos, numa política que abriria espaço para redução da dívida pública. O encolhimento do Estado abriria mais espaço para o setor privado na economia, o que atrairia mais recursos estrangeiros. Com a virada no segundo turno e reeleição do presidente Lula, as apostas em valorização do real perderam valor, e os investidores tiveram que cobrir suas posições.

Esse movimento defensivo dos agentes financeiros, somado ao tombo expressivo da bolsa, ocorre devido a um descompasso de expectativas do mercado em relação ao resultado das urnas, forçando os operadores a buscarem o dólar como refúgio enquanto aguardam sinalizações claras sobre as futuras diretrizes econômicas e fiscais do país. Rebecca Nossig, estrategista da Nomad

Incerteza também é citada como motivo para maior busca por dólar.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.

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