Focos de calor no AP saltam de 36 para 160 em um ano; Calçoene concentra metade das ocorrências
Atear fogo em lixo e vegetação está proibido até o fim de novembro no Amapá O número de focos de calor no Amapá aumentou 353% entre 2025 e 2026, segundo dados do Painel do Fogo.
No mesmo período do ano passado, foram registrados 36 focos.
Neste ano, o número chegou a cerca de 180 ocorrências.
Calçoene, a 374 quilômetros de Macapá, concentra metade dos registros, seguido por Tartarugalzinho e Amapá.
Os dados são do Painel do Fogo, ferramenta que reúne informações sobre focos de calor e auxilia na fiscalização ambiental.
Diariamente, as coordenadas dos focos identificados por satélite são cruzadas com informações de propriedades cadastradas no Cadastro Ambiental Rural (CAR). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 AP no WhatsApp Segundo as autoridades, o aumento dos focos está relacionado às condições de estiagem, aos ventos fortes e aos efeitos do El Niño.
No fim de agosto, Calçoene registrou níveis críticos de seca, principalmente na região do Igarapé do Jiju.
Ainda em agosto, o Amapá registrou um aumento de 400% nos focos de calor em comparação com o mesmo período do ano passado, segundo dados do Núcleo de Meteorologia e Recursos Hídricos do Iepa (NHMET), Você sabia? Uma portaria da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) suspendeu totalmente o uso do fogo no Amapá entre 1º de setembro e 30 de novembro de 2026.
Durante o período, as autoridades ambientais orientam a população a não queimar lixo, terrenos, quintais ou áreas com vegetação seca.
LEIA MAIS: Estudantes empurram barcos na lama para ir à escola durante seca no Bailique, no AP: 'Não tem outro jeito' Incêndio destrói casa no bairro do Zerão, em Macapá Calçoene, Tartarugalzinho e Amapá Calçoene, Tartarugalzinho e Amapá concentram atividades como pecuária e pesca.
Nessas regiões, a vegetação de cerrado é um dos fatores que favorecem a rápida propagação das chamas, principalmente durante o período de estiagem.
Monitoramento do CBM com as últimas taxas registradas CBM/Divulgação O tenente-coronel do Corpo de Bombeiros Izidio Júnior explica que um pequeno foco de incêndio pode se espalhar rapidamente nas áreas de cerrado.
Segundo ele, a vegetação seca e os ventos favorecem o avanço das chamas.
"Essa vegetação tem uma característica que favorece a propagação do fogo, porque é um capim rasteiro e fica muito seco.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Amapá.