Na Zona Cinzenta – Crítica: Filme de Guy Ritchie diverte, mas joga seguro demais
Guy Ritchie se tornou um dos diretores mais ocupados de Hollywood.
Na última década, o cineasta passou por aventura, guerra, espionagem e comédia, alternando projetos tão diferentes quanto Aladdin e O Pacto .
Em Na Zona Cinzenta , ele retorna a um terreno bastante familiar, reunindo criminosos habilidosos, diálogos rápidos e uma missão que parece destinada a sair do controle.
O filme, disponível no Prime Video, acompanha uma equipe de agentes de elite formada pelos personagens de Henry Cavill, Jake Gyllenhaal e Eiza González.
O grupo recebe a missão de recuperar uma fortuna de US$ 1 bilhão roubada, dando início a uma operação que envolve viagens internacionais, traições e mercenários.
Não existe muita novidade na estrutura, e o longa utiliza vários elementos já conhecidos dos filmes de espionagem e assalto.
Essa familiaridade é a principal limitação de Na Zona Cinzenta .
Ritchie conduz a história com segurança, mas raramente encontra algo capaz de diferenciar o filme de tantas outras produções sobre agentes extremamente habilidosos realizando missões aparentemente impossíveis.
As reviravoltas também seguem caminhos relativamente previsíveis.
O trio sustenta Na Zona Cinzenta O filme melhora quando deixa a trama de espionagem em segundo plano e concentra sua atenção nos personagens.
Apesar da presença de grandes cenas de ação, Ritchie reserva bastante espaço para explicar os detalhes da operação e, principalmente, desenvolver a relação entre os integrantes da equipe.
É uma escolha que torna a produção um pouco mais completa do que uma simples sequência de perseguições e explosões.
Nesse aspecto, o diretor recupera características que marcaram trabalhos como Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes e Snatch: Porcos e Diamantes .
Conversas rápidas, provocações e personagens tentando mostrar que são mais inteligentes do que aqueles ao seu redor voltam a ocupar boa parte do roteiro.
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