Terremoto na Colômbia: a vida por um singelo assobio
Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
Incrustada na porção colombiana da Cordilheira dos Andes, a cidade de Manizales virou palco de uma tragédia de filme catástrofe, não fosse a realidade palpável e dolorosa: onde havia prédios, restam pilhas de concreto, vigas retorcidas, uma escada que já não leva a lugar algum. É paisagem replicada por todo o Eixo Cafeeiro, no oeste da Colômbia, região mais afetada pelo terremoto que acordou o país de supetão às 7 da manhã da segunda-feira 10. Com magnitude 7,4, o mais forte registrado neste século naquelas paragens, o tremor atingiu onze dos 32 estados. Na contagem da quarta-feira 12, o número de mortos passava de 250 e os feridos contabilizavam 1 600. Na pequena Pereira, mais próxima do epicentro, hospitais passaram a atender pacientes nas calçadas, escolas foram fechadas e famílias se dirigiram aos parques para dormir. Moradores se juntaram aos bombeiros para remover escombros com pás, picaretas e as próprias mãos, fazendo o máximo de silêncio possível na esperança de achar alguma das 2 700 pessoas desaparecidas — um singelo assobio levou socorristas até um bebê e seu avô, soterrados. A tragédia replica cenas vistas recentemente na Venezuela, no mês passado. Os efeitos, porém, são diferentes: mais rasos e próximos de áreas povoadas, os abalos do outro lado da fronteira provocaram mais de 6 000 mortes. Pouco antes, o Chile já havia registrado outro terremoto, mas sismólogos afirmam não haver dados que comprovem a impressão de que a terra esteja tremendo mais nessas bandas do planeta.
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