Galão de diesel ultrapassa R$ 28 nos EUA, e efeitos da disparada se espalham pela economia
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Uma disparada dos preços do diesel está castigando a indústria americana, elevando os custos para empresas e consumidores em todo o país às vésperas das eleições de meio de mandato , em novembro, nos Estados Unidos .
O preço do diesel nas bombas —a força vital da economia, devido a seu papel essencial para a indústria e o agro— chegou a US$ 5,47 por galão (R$ 28,52 ou o equivalente a R$ 7,54 por litro) nesta terça-feira (18).
O valor se aproxima do recorde de US$ 5,82 (R$ 30,34, equivalente a R$ 8,03 por litro), à medida que as guerras no Oriente Médio e na Europa prejudicam a produção e restringem a oferta global.
Os preços subiram 8% no último mês, enquanto a diferença entre o custo do diesel e o do petróleo bruto atingiu um nível recorde nos últimos dias, sinalizando o agravamento do choque de oferta.
A disparada elevou os custos para caminhoneiros e agricultores, que deve se propagar por toda a economia, reacendendo a inflação e pressionando consumidores americanos que já estão no limite.
"Já é uma crise —uma crise silenciosa", disse Tom Kloza, principal consultor de energia da Gulf Oil. "São golpes no centro da economia. Acredito que terão um impacto bastante expressivo."
A alta dos combustíveis ameaça intensificar a turbulência política enfrentada por Donald Trump , conforme cresce a frustração dos eleitores antes das eleições que decidirão o controle do Congresso. Uma pesquisa recente do Financial Times constatou que a maioria dos eleitores considerava estar em situação pior sob o atual presidente.
A nova onda de inflação dos combustíveis também alimenta uma liquidação dos títulos do governo dos EUA, levando os rendimentos a máximas de vários anos e elevando os custos dos empréstimos para os americanos comuns.
A porta-voz da Casa Branca, Taylor Rogers, afirmou: "O presidente Trump e toda a sua equipe de energia tomaram medidas decisivas para mitigar as perturbações nos mercados energéticos e continuam firmemente comprometidos em liberar o domínio energético americano e reduzir os custos".
O diesel disparou desde o início da guerra de Trump contra o Irã , na esteira da restrição do transporte pelo estreito de Hormuz por Teerã e dos bombardeios que destruíram infraestruturas energéticas em toda a região.
O conflito agravou a escassez de diesel já existente, provocada por ataques de drones ucranianos a refinarias russas. Esse conflito, por sua vez, reduziu a produção de um dos maiores fornecedores do mundo e levou Moscou a restringir as exportações.
As refinarias dos EUA têm operado a plena capacidade para tentar suprir essa lacuna, enviando volumes recordes de combustível aos mercados globais —um ritmo que, segundo analistas, será difícil de sustentar devido à queda dos estoques.
"Há uma enorme capacidade de refino fora de operação no Oriente Médio e na Rússia", disse Robert Campbell, da Energy Aspects. Somada à redução das exportações chinesas , essa situação deixou os EUA como o "fornecedor de última instância".
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.