Rui diz que Cármen erra ao comparar regulação das redes a regras de trânsito
O presidente do PCO (Partido da Causa Operária) e candidato à Presidência da República, Rui Costa Pimenta, criticou na 3ª feira (25.ago.2026) os argumentos usados pela ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal , para defender a regulação das redes sociais e limites à liberdade de expressão.
Em entrevista ao fórum “Trust is Earned – O Desafio da Credibilidade” , da BBC News Brasil , em 14 de agosto, Cármen comparou os limites à liberdade de expressão às restrições impostas à liberdade de locomoção, como as regras de trânsito.
Disse que, assim como o direito de dirigir não permite que uma pessoa conduza embriagada e coloque outras em risco, a liberdade de expressão também deve respeitar a liberdade e a dignidade de terceiros.
“Todo mundo tem o direito de se locomover livremente, ter seu carro, dirigir.
Vem a lei e diz assim: se você beber, não pode não, porque o outro está andando e não tem que ser atropelado por você e morto por você.
Por que na hora da liberdade de expressão o raciocínio é completamente diferente, eu não entendo”, disse a ministra.
Cármen também citou a obrigatoriedade do uso do cinto de segurança.
Disse que essas regras não são consideradas violações à liberdade de locomoção, mas limites ao exercício do direito.
Rui Costa Pimenta contestou a comparação.
Em publicação em seu perfil no X , em resposta a um corte da entrevista compartilhado pela deputada federal Jandira Feghali (PC do B-RJ), afirmou que a regulamentação das plataformas e as leis de trânsito tratam de temas sem relação entre si.
“A comparação da regulamentação das plataformas com as leis de trânsito é comparar duas coisas que não têm qualquer relação entre si, assim como as leis de trânsito não têm qualquer relação com as leis que regem as esferas terrestres, exceto o nome de leis” , escreveu.
“A maioria das leis que estão sendo aprovadas não são para regulamentar as plataformas, mas os usuários, suas opiniões, ou seja, são censura” , defendeu.
Na entrevista, Cármen também citou outras situações para defender a existência de limites à liberdade de expressão.
A ministra mencionou uma acusação falsa de homicídio e a hipótese de alguém gritar “ fogo ” em um teatro e provocar pânico.
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