Pele de peixe vira curativo e terá fábrica de R$ 52 milhões no Brasil
Uma fábrica dedicada à produção de curativos biológicos feitos com pele de tilápia será instalada em breve no Brasil.
A nova indústria ficará localizada em Jaguaribara, no Vale do Jaguaribe, no Ceará, e terá investimento de R$ 52 milhões.A técnica foi desenvolvida através de pesquisas da Universidade Federal do Ceará (UFC) e agora avançará para a produção industrial.
A tecnologia utiliza a pele de tilápia, que seria descartada pela indústria pesqueira, no tratamento de queimaduras e feridas de difícil cicatrização.As obras para a implantação da unidade estão previstas para outubro de 2026.
Após isso, a empresa deverá concluir a construção, instalar os equipamentos e validar os primeiros lotes.Caso as etapas sigam o planejamento, a indústria deve começar a funcionar em janeiro de 2028.
No entanto, a abertura depende da conclusão dos processos regulatórios e da validação junto à Anvisa.
Leia Também: BRASIL Automação pode substituir 56% das horas trabalhadas no Brasil ELEIÇÕES 2026 Flávio adota estratégia diferente de Bolsonaro para a Presidência MUDANÇA DE ARES Campeão mundial com a Seleção deixa partido de Bolsonaro: "Reflexão" Como funciona o tratamento com pele de tilápia?O curativo biológico pode ser utilizado em queimaduras de segundo e terceiro grau.
Aplicado na área lesionada, o material permanece em contato com a pele, podendo reduzir a necessidade de trocas e tornar o tratamento menos doloroso para o paciente.De acordo com estudos realizados com vítimas de queimaduras, a técnica apresentou benefícios como aceleração da cicatrização, redução de infecções e diminuição da dor.
Pesquisadores da UFC ainda estudam mecanismos que possam explicar os resultados.Dados apresentados pelo projeto relatam que a tecnologia pode reduzir em até 52% os custos do tratamento de queimaduras.
Isso ocorre devido à menor necessidade de trocas de curativos, medicamentos e procedimentos hospitalares.Crescimento da tecnologia no BrasilProjetada pelo Consórcio Biotec e a Inova Medical, o projeto pretende ampliar o acesso da tecnologia no Brasil e atender o mercado internacional no futuro.Atualmente, o Laboratório de Pesquisa da Pele de Tilápia, ligado ao Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento de Medicamentos (NPDM) da UFC, desenvolve cerca de 600 peles por mês.Com a fábrica, a capacidade de criação do curativo deve aumentar significativamente.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em atarde.com.br — o conteúdo pertence a A Tarde.