Irã ameaça resposta “devastadora” após ameaça de sanções dos EUA
DUBAI/WASHINGTON, 21 Ago (Reuters) – O Irã afirmou nesta sexta-feira que sua resposta a quaisquer novas ameaças dos EUA será “devastadora”, depois que Washington se comprometeu a impor as sanções financeiras mais severas da história, com o objetivo de derrubar a liderança iraniana.
As declarações do chefe do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, na quinta-feira, vieram após uma advertência do presidente Donald Trump sobre consequências econômicas contra qualquer país que fornecesse “qualquer tipo de ajuda vital ao Irã”.
Bessent prometeu divulgar detalhes na segunda-feira.
Leia também EUA afirmam que vão impor “sanções mais severas da história” ao Irã As declarações de Bessent na quinta-feira vieram após a ameaça do presidente Donald Trump, um dia antes, de uma “guerra econômica” Futuros de NY sobem apesar da pressão sobre juros e tensão com Irã; Bitcoin salta 7% Investidores avaliam os efeitos de uma semana marcada pela forte alta dos juros dos Treasuries O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas do Irã, major-general Ali Abdollahi, afirmou que a reação da República Islâmica será ampla e decisiva.
“Com preparação em terra, mar, ar, defesa aérea e no ciberespaço, as Forças Armadas do Irã responderão às novas ameaças do inimigo com respostas esmagadoras, punitivas e devastadoras”, disse Abdollahi, segundo a mídia iraniana.
O influente presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, principal negociador do país nas negociações mediadas com os Estados Unidos, afirmou que Washington parecia ter concluído que não poderia prevalecer em um confronto militar direto.
“Precisamos traçar planos para lidar com as sanções injustas, de modo a superá-las”, declarou ele durante uma visita ao vizinho Iraque, acusando EUA e Israel de recorrerem ao que ele chamou de guerra econômica e “cognitiva”.
BESSENT AFIRMA QUE MEDIDAS NÃO DEVEM ELEVAR PREÇO DO PETRÓLEO Os preços do petróleo se estabilizaram na sexta-feira, mas caminhavam para um segundo aumento semanal devido às preocupações com as exportações de energia do Golfo.
O petróleo atingiu a maior cotação em mais de três semanas na quinta-feira, após a ameaça de sanções, destinada a forçar o Irã a concordar com o fim de um conflito que deixou milhões de barris de petróleo do Oriente Médio retidos.
“Não sei ao certo por que o petróleo subiu com isso”, disse Bessent à CNBC.
“Se estamos exercendo a máxima pressão econômica, isso significa que provavelmente não haverá um reinício cinético em grande escala”, afirmou ele, usando um termo que se refere ao uso da força militar.
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