Trump minimiza crise em porta-aviões dos EUA e diz que 260 dias no mar 'não são nem de longe suficientes'
Presidente Donald Trump antes de embarcar no Air Force One em 14 de agosto de 2026.
Ken Cedeno/Reuters O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, minimizou nesta sexta-feira (14) os relatos sobre as condições enfrentadas por militares americanos a bordo do porta-aviões USS Abraham Lincoln, no Oriente Médio.
A embarcação está há mais de 260 dias em missão, um recorde de tempo ininterrupto no mar.
Relatos publicados na imprensa americana narram uma crise de saúde mental a bordo, com casos de marinheiros que tentaram se jogar no mar.
As reportagens citam ainda problemas de abastecimento e relatos de familiares dos militares, preocupados com a duração da missão.
Questionado por jornalistas, Trump rejeitou as alegações e afirmou que mais de 260 dias de operação "não são nem de longe suficientes".
"Esse navio está se deslocando neste momento, ou vai se deslocar muito em breve, e será substituído por outro navio muito parecido”, afirmou Trump.
Outro porta-aviões, o USS George Washington, deixou na semana passada o porto de Da Nang, no Vietnã, e deve substituir o USS Abraham Lincoln.
O Lincoln é um dos dois porta-aviões americanos atualmente mobilizados no Oriente Médio.
Uma autoridade da Marinha afirmou à agência de notícias AP que um tripulante do Lincoln caiu no mar no início de agosto.
Segundo a autoridade, a pessoa foi rapidamente resgatada, recebeu atendimento da equipe médica do navio e depois foi transferida para continuar o tratamento fora da embarcação.
Após relatos de que tripulantes do Lincoln enfrentavam problemas de saúde mental, a Marinha afirmou que "não observou aumento de pensamentos suicidas ou tentativas de suicídio a bordo".
Autoridades, no entanto, não divulgaram dados, sob a justificativa de preservar a segurança das operações e a privacidade dos pacientes.
Também não foi informado se o episódio é investigado como uma tentativa de suicídio.
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