Por que cada vez mais gente está trocando o celular por “dumbphones”
Você, leitor da GALILEU, já deve estar cansado de saber que não é o hábito de acordar e começar a mexer no celular não faz bem pra você.
Acontece que, justamente por ter essa consciência, muita gente tem tentado desapegar do aparelho ou, no mínimo, usá-lo menos.
É isso o que revela um novo estudo, publicado na revista científica M/C.
Esse desejo de interromper a relação próxima que as pessoas desenvolveram com os seus smartphones tem sido acompanhado por um outro hábito: o consumo.
Dessa vez, os gastos são mais específicos, ou melhor, focados em produtos retrô, como os antigos fios espirais usados nos telefones fixos.
“À primeira vista, esses produtos podem parecer divertidos ou nostálgicos, mas também apontam para algo mais significativo.
As pessoas parecem estar buscando maneiras práticas de interromper o hábito constante de pegar e interagir com seus telefones”, afirmou Jess Hardley, da Universidade Edith Cowan (Austrália), em comunicado.
Saindo das telas O movimento de desconexão não é exclusivo de uma faixa etária.
No Brasil – e em outros países como a própria Austrália – o distanciamento dos celulares já começou como medida legal entre os menores de idade, afinal, o governo aprovou a proibição do uso dos aparelhos em salas de aula.
Com base em mais de uma década de pesquisas com usuários de smartphones, Hardley descobriu que muitas pessoas estão, de fato, tentando criar uma distância física dos próprios aparelhos.
Uma das participantes, por exemplo, contou à pesquisadora que chegou a trancar o celular em uma gaveta no trabalho porque os jogos haviam se tornado uma “obsessão” e estavam prejudicando sua concentração.
“O que me interessou não foi apenas o fato de as pessoas quererem usar menos os seus telefones”, explicou Hardley.
Para ela, o curioso é que muitas vezes esse desejo se transforma em uma ação concreta: colocar o aparelho em outro cômodo, trancá-lo ou simplesmente dificultar o acesso a ele.
Essa tentativa de tornar o celular menos acessível, no entanto, não para por aí.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistagalileu.globo.com — o conteúdo pertence a Galileu.