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O mineral que pode proteger contra a demência na velhice, segundo este estudo

Galileu ·
O mineral que pode proteger contra a demência na velhice, segundo este estudo

Por que algumas pessoas desenvolvem Alzheimer enquanto outras, mesmo com alterações semelhantes no cérebro, permanecem cognitivamente saudáveis? Uma nova pesquisa da Escola de Medicina da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, aponta uma possível peça desse quebra-cabeça: o lítio.

Publicado em 6 de agosto na revista Nature, o estudo sugere pela primeira vez que o mineral ocorre naturalmente no cérebro e desempenha um papel importante no funcionamento das células cerebrais.

Os pesquisadores também descobriram que os níveis de lítio diminuem nos estágios iniciais do Alzheimer e que essa redução pode contribuir para o avanço da doença.

A pesquisa foi realizada ao longo de dez anos e combinou análises de tecidos cerebrais humanos, amostras de sangue e experimentos com camundongos.

Como o lítio está ligado ao Alzheimer? Para investigar a relação entre o mineral e a doença, os cientistas analisaram cerca de 30 metais presentes no cérebro e no sangue de pessoas cognitivamente saudáveis, com comprometimento cognitivo leve ou com Alzheimer avançado.

O lítio foi o único que apresentou mudanças marcantes nos diferentes grupos.

Pessoas cognitivamente saudáveis tinham níveis mais altos do mineral no cérebro, enquanto os níveis diminuíam significativamente em indivíduos com comprometimento cognitivo leve ou Alzheimer avançado.

Os pesquisadores descobriram ainda que, nos estágios iniciais da doença, o lítio se liga às placas formadas pela proteína beta-amiloide.

Esse processo reduz a quantidade do mineral disponível para exercer suas funções no cérebro.

A equipe replicou suas descobertas em amostras obtidas de diversos bancos de cérebros em todo os Estados Unidos.

Os resultados corroboraram estudos populacionais anteriores que mostraram que níveis mais elevados de lítio no ambiente, incluindo na água potável, estavam associados a menores taxas de demência.

Na parte de cima: em camundongos com Alzheimer, a falta de lítio aumentou muito o acúmulo da proteína beta-amiloide no cérebro.

Na parte de baixo: o mesmo aconteceu com a proteína tau, que forma os chamados emaranhados associados ao Alzheimer.

Laboratório Yankner A falta de lítio acelerou o Alzheimer em camundongos Os pesquisadores também reduziram a quantidade de lítio na alimentação de camundongos saudáveis.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistagalileu.globo.com — o conteúdo pertence a Galileu.

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