Pé de manga: advogado de jovem que matou vizinho alega legítima defesa
Belo Horizonte – O advogado Cairo Gianini Pires Souza, responsável pela defesa do jovem de 19 anos envolvido no caso que terminou com duas mortes em São Domingos das Dores , no Vale do Rio Doce em Minas Gerais , afirmou que o cliente está “extremamente abalado” após presenciar a morte do pai.
Segundo o defensor, o rapaz também enfrenta o impacto de ter reagido à situação e efetuado o disparo que matou o homem envolvido na agressão.
Em nota divulgada à imprensa, a defesa sustenta que a reação do jovem ocorreu em legítima defesa .
O escritório afirma que ele presenciou o pai ser vítima de uma “agressão injusta” e, ao mesmo tempo, passou a estar sob risco a própria integridade física.
Segundo o advogado, vídeos, depoimentos e o interrogatório prestado pelo jovem corroboram essa versão.
Questionado sobre a possibilidade de a Polícia Civil concluir o inquérito e indiciar o rapaz por homicídio, Cairo Gianini afirmou ter convicção de que isso não deverá ocorrer.
“Temos convicção de que o inquérito policial será arquivado, ante a prova inequívoca da legítima defesa.
Acreditamos fielmente que não haverá sequer um processo criminal”, declarou.
Defesa pede cautela Na nota, o escritório afirma que não divulgará os nomes ou outras informações que possam aumentar a exposição das famílias envolvidas.
Segundo a defesa, o episódio é uma tragédia que atingiu duas famílias e que nenhuma delas gostaria de vivenciar.
O advogado descreve o cliente como um jovem religioso e profundamente enlutado.
A defesa afirma ainda que a tese de legítima defesa foi apresentada desde o início e não teria sido construída posteriormente.
Segundo o escritório, os elementos reunidos pela polícia — entre eles vídeos, depoimentos e o interrogatório — seriam compatíveis com essa versão.
Defesa afirma que jovem está abalado após presenciar morte do pai e sustenta que reação contra vizinho ocorreu em legítima defesa A defesa também destacou a atuação dos policiais militares responsáveis pelo atendimento inicial e pediu que a comoção provocada pelas duas mortes não substitua a análise das provas .
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